[[legacy_image_297067]] Em mais um capítulo desastroso na turbulenta temporada, a derrota do Santos por 3 a 0 para o Cruzeiro, na noite desta quinta (14), abalou a confiança da diretoria santista no trabalho do técnico Diego Aguirre. Com quatro derrotas em cinco jogos, e um futebol abaixo da crítica, o uruguaio pode nem seguir com a delegação para Salvador, onde o time enfrenta o Bahia na segunda (18). O fraco desempenho da equipe na derrota para o Cruzeiro, após 11 dias livres para treinos durante a Data Fifa, aumentou ainda mais o risco de um inédito rebaixamento e deixou dúvidas no ar quanto à continuidade de Aguirre. Apesar do contrato com o técnico ser até o final de 2024, a situação deve ser analisada nesta sexta (15) na Vila Belmiro. Aguirre não conseguiu esconder a decepção com a atuação do time na coletiva após a partida na Vila, reconheceu que o elenco está mentalmente abalado, mas tentou passar confiança para o confronto contra o Bahia. "Para acreditarmos, temos de dar uma vitória. Entendemos que a torcida está triste, está sofrendo, também. A única coisa que podemos fazer para acreditarem em nós é ganhar o próximo jogo. Não tem outra coisa. Temos de pensar em ganhar o próximo jogo. Essa tem de ser a mentalidade do time para segunda". Acostumado com a pressãoCom mais de 20 anos de estrada como treinador, Aguirre disse que está acostumado com a pressão de comandar grandes clubes, mas frisou que sabia da situação do Peixe no Brasileirão quando aceitou o convite. "Eu estou acostumado a trabalhar em times grandes, com pressão, em situações às vezes a favor, às vezes adversa. É um desafio muito importante. Eu sabia que o time estava na zona de rebaixamento. Eu peguei essa responsabilidade. E não estamos conseguindo tirar. É uma situação feia, incômoda, triste, mas temos de tentar ganhar o próximo jogo e pensar que tudo é possível". Apesar da aparente confiança, a verdade é que os números jogam contra a permanência do treinador. Com 20% de aproveitamento em cinco jogos e atuações ruins, 12 gols sofridos e apenas dois marcados, o Peixe cumpre um roteiro caótico que pode levar a um inédito rebaixamento. Uma nova mudança, com a chegada do quarto técnico na temporada, também pode ser arriscada, quando restam 15 rodadas para o final do Brasileirão. Mas um fator que no final das contas pode ser determinante para uma nova troca é que após o jogo contra o Bahia, o Santos só voltará a jogar contra o Vasco, pela 25 rodada, no dia 1 de outubro. Tempo para um novo profissional tentar injetar ânimo em um time que, moralmente, já joga como rebaixado.