[[legacy_image_263077]] Imortalizado com a letra Z na braçadeira e por uma grande estátua em frente à Vila Belmiro, o eterno capitão do Santos tem agora a sua trajetória contada no livro Zito, o Líder Essencial, do escritor Odir Cunha. Lançada na noite desta quinta (27), em Santos, no Memorial das Conquistas, a obra publicada pela editoria Verbo Livre, narra a vida do ídolo santista, falecido em 2015, aos 82 anos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Desde a infância em sua terra natal, Roseira, no interior paulista, o estrelato no Santos e na seleção das décadas de 1950 e 1960 e a importância exercida pelo eterno capitão na formação de novos jogadores do Alvinegro. “Sem alguém com a personalidade e espírito de liderança do Zito, o Santos e o futebol brasileiro não teriam dominado o mundo entre o final dos anos 50 e a década de 60. O Brasil sempre teve jogadores habilidosos, endeusados pela torcida e pela crítica, só que o Brasil nunca tinha vencido uma Copa e nenhum time brasileiro tinha sido considerado o melhor do mundo. Qual foi o tempero? Foi o Zito, que fazia o Pelé, o Coutinho, o Pagão correr mais”, diz Odir Cunha. Famoso pela liderança, Zito era respeitado dentro e fora de campo, tornando-se referência no clube. “O Zito era o líder incontestável, ele servia de ligação entre os jogadores, a diretoria e o próprio técnico. Ele tinha autoridade do Lula (treinador) pra mudar o time dentro do campo, mudar a tática, pedir pra alguém recuar mais, marcar mais. Ele se desgastava muito com isso, não é fácil ser líder, o livro mostra isso, mas todos respeitavam o Zito”, aponta o escritor. O amor ao Alvinegro praiano era outra marca registrada do capitão, que além de ser ídolo em campo, trabalhou durante anos no comando das categorias de base do clube, ajudando a revelar a lapidar talentos, como Neymar. De outro atacante talentoso revelado na Vila, Gabigol, Odir Cunha conta uma estória curiosa. “Um amigo do Zito contou que certo dia, numa chopperia que ele frequentava, apareceu a mãe do Gabigol. Ela deu a ele a chave de uma (caminhonete) cabine dupla zero e disse: ‘Pelo que você fez pelo meu filho’. O Zito disse: ‘saia daqui, é o meu trabalho, é o meu time, eu não faço isso pra ganhar nada mais, já tenho salário’. Esse amigo disse que ele poderia ter aceitado e dado o carro pra ele e o Zito, furioso, mandou o cara praquele lugar (risos)”. [[legacy_image_263078]] Reverenciado Relembrando a chegada na Vila, ainda garoto, o ex-atacante Edu reverenciou o eterno capitão. “Eu tive dois capitães sensacionais: Zito e Carlos Alberto. O Zito, além de capitão, pra nós era um pai, nos dava conselhos. Quando cheguei, com 15 anos, ele já era bicampeão pelo Santos e pela seleção. Era uma responsabilidade jogar ao lado dele, que dava dura quando eu perdia a bola: ‘vai recuperar! (risos)” O Gerente, apelido dado pela imprensa a Zito, segundo Odir Cunha, era chamado de Chulé pelos companheiros. Mas Edu, liso, ficava fora dessa. “Os mais velhos chamavam, mas eu, garoto, não podia chamar. Acho que o apelido era por causa do pezinho dele (risos)”, brinca. Familiares de Zito também prestigiaram o lançamento: a esposa Cecília Ramos de Miranda, os filhos José Ely Miranda Júnior e Elizabete Ramos de Miranda e netos. “É muito importante que a gente deixe registrado em um livro a história dele, que sempre foi uma pessoa muito simples, mas com uma história muito rica. Não só como ídolo, mas como pessoa, dirigente, pai, é um reconhecimento muito grande”, disse o filho. Atual capitão do Peixe, o goleiro João Paulo falou do sentimento de usar uma tarja tão pesada na camisa. “Poucos clubes fazem uma homenagem como essa e isso tem que ser muito valorizado. É uma responsabilidade muito grande, porque o capitão tem que cobrar e ser um exemplo. Fico feliz de ter essa responsabilidade”, frisou o arqueiro. O livro custa R\$ 89,00 e o pedido pode ser feito pelo email odir.cunha@uol.com.br, o Whats'App(11) 91064-1717 ou pela página Odir Cunha escritor, no Instagram.