[[legacy_image_71161]] Uma ação de cobrança movida na Justiça pelo ex-presidente Lupércio Simão Conde agitou os bastidores da Portuguesa Santista. A informação, divulgada pelo jornalista Walter Dias e confirmada por A Tribuna, dá conta de que o ex-dirigente cobra mais de R\$ 1,5 milhão da Briosa. Procurado pela Reportagem, Lupércio Conde afirmou que só tomou o caminho judicial porque a atual gestão, do presidente Emerson Coelho, vem se esquivando de reconhecer a suposta dívida. Coelho foi diretor social do clube quando Conde foi presidente, de outubro de 2015 a outubro de 2017. E foi eleito mandatário após a saída de Conde. De acordo com o ex-presidente, que é empresário do ramo da construção civil, ele teria começado a emprestar dinheiro para a Portuguesa na gestão de José Ciaglia, em 2015. Naquele ano, foram pouco mais de R\$ 95 mil. Em 2016, já na sua gestão, Conde teria emprestado R\$ 384.784,92 e em 2017, os empréstimos totalizariam R\$ 1.033.474,50. O ex-mandatário tem recibos assinados pelo diretor financeiro do clube, José Augusto do Rosário, que comprovariam os valores. Segundo Lupércio Conde, o montante de mais de R\$ 1,5 milhão teria sido gasto para quitar dívidas trabalhistas, realizar obras no estádio Ulrico Mursa e pagar despesas diversas com a equipe profissional. Após frustradas tentativas de fazer a nova gestão reconhecer o débito, Conde enviou uma notificação ao clube em julho do ano passado. “A resposta do clube acabou comigo. Disseram que houve um pseudo aporte financeiro”, reclama Conde. Ele também questionou a posição do clube, de que os empréstimos teriam que passar pela aprovação do Conselho Deliberativo. “O estatuto, no artigo 60, limita a competência da diretoria executiva em (gastos) de mil salários mínimos, que é quase R\$ 1 milhão”. Para o ex-presidente, ele está sendo injustiçado, porque quando assumiu, a Briosa estava na quarta divisão estadual e com muitas dívidas, que chegaram a colocar o estádio Ulrico Mursa em leilão para quitar dívidas trabalhistas. “Estão querendo me fritar, mas eu tenho orgulho de falar que a Portuguesa está hoje nesse patamar, que nós batalhamos, eu e outros diretores, pra chegar nesse ponto”, desabafa. Ciente da realidade financeira do clube, Conde diz que não tem pressa para receber o que lhe seria devido. “Pode ser em uma venda de jogador, em 20, 30 vezes, não importa. Eu nunca iria cobrar na Justiça se eles me dessem um documento reconhecendo a dívida”. Outro lado A Tribuna entrou em contato com o presidente Emerson Coelho, que disse que não poderia se manifestar sobre o assunto, uma vez que ele será discutido na esfera judicial. “Não é questão de se esquivar. Se ele (Lupércio Conde) acha que tem direito e procurou o caminho judicial, a Portuguesa confia e acredita na Justiça”, comentou Coelho.