[[legacy_image_18411]] Batizado em 1920 Ulrico Mursa, em homenagem ao engenheiro Ulrico de Souza Mursa, responsável por conseguir a cessão da área para o campo, o estádio da Portuguesa Santista completa neste sábado (5) 100 anos de fundação. A obra começou a ser erguida três anos depois da fundação da Briosa. Clique e Assine A Tribuna por R\$ 1,90 e ganhe acesso ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em lojas, restaurantes e serviços! Autor do livro 100 anos - Sou mais Briosa, em homenagem ao centenário do clube, o jornalista Paulo Rogério conta na obra que a ideia de erguer um estádio ocorreu após a Portuguesa Santista ser convidada para disputar a primeira divisão do Campeonato Santista. “Em 1920, um novo convite levou a Portuguesa ao Campeonato Santista da Segunda Divisão e a Briosa foi campeã. O prêmio foi um convite da Associação Santista de Esportes Atléticos para que a equipe participasse da primeira divisão. Então a necessidade de um estádio falou muito alto”, conta o jornalista. “Foi Manoel Mariano, então responsável pelo comando da diretoria do clube, quem detectou essa necessidade. O primeiro passo era cercar a área onde estava o campo, mas para isso era fundamental obter autorização. Para facilitar, o clube recorreu a um engenheiro, diretor fundador da Companhia Docas de Santos”, acrescenta Paulo, se referindo a Ulrico Mursa. No dia 5 de dezembro de 1920 aconteceu a inauguração. Na primeira das três partidas realizadas naquele dia, a Portuguesa Santista não teve sorte e foi derrotada pelo Palestra Itália por 2 a 1. Recordações de Muricy Antes de se consagrar tetracampeão brasileiro e levar o Santos ao tri da Libertadores, o técnico Muricy Ramalho comandou a Portuguesa Santista em 2001. E o treinador guarda até hoje boas recordações do estádio. “Tive um grande prazer de trabalhar na Portuguesa e nesse estádio. O mais legal era a proximidade que os torcedores tinham com a gente. Até nos dias de treinamentos. Era incrível como tinham aqueles torcedores tradicionais, que sentavam sempre no mesmo lugar”, lembra. “E eles não iam lá para cornetar. Iam para ver treinos e conversar com todas as pessoas”, acrescenta o ex-treinador, atualmente comentarista.