[[legacy_image_14953]] A pandemia do novo coronavírus interrompeu as competições e, consequentemente, o bom momento que a Portuguesa Santista vivia na Série A2 do Campeonato Paulista. Terceira colocada na classificação, com 20 pontos, a Briosa brigava com São Bernardo e Taubaté para terminar a primeira fase na liderança. A paralisação, no entanto, não desanima o técnico Sérgio Guedes. Otimista, o treinador acredita que a competição volte a ser disputada no mês que vem com portões fechados e espera que a Federação Paulista de Futebol (FPF) não mexa no regulamento. “Acredito que haverá uma continuidade. Converso com muitas pessoas e a preocupação é de que se termine o campeonato. Já escutei algumas vezes que não teremos o início de nenhum campeonato do segundo semestre antes de terminarem as competições do primeiro (semestre). Muitos clubes vão se reapresentar a partir do dia 21 de abril acreditando no reinício do campeonato entre dia 3 e 15 de maio”, comenta Sérgio. Ele ressalta que, para o encerramento, não se pode abrir mão do regulamento. “Afinal, a menor mudança possível daria margem para as pessoas incomodadas com o resultado final do seu time entrarem na Justiça”, acrescenta o treinador. Caso a Série A2, então, volte a ser disputada em maio, a preocupação seria com os clubes da divisão que não têm calendário no segundo semestre e mantêm contratos com os seus atletas até o final de abril ou da fase eliminatória, em maio. Sérgio entende que a FPF precisa se impor para solucionar essa questão. “Vou usar o exemplo da Portuguesa Santista. Aqui, 60% ou 80% têm vínculo até o final deste mês. O ideal, imaginando que nenhuma competição de segundo semestre terá início antes do fim dos estaduais, é prorrogar o contrato dos jogadores por mais 30 dias. Penso que a Federação precisa determinar que todos os jogadores permaneçam em seus times até o final dos jogos”. Exames Apesar de acreditar e torcer para o reinício da competição no mês que vem com portões fechados à torcida, Sérgio Guedes vê como necessária uma rotina de exames nos jogadores para não colocar em risco, caso algum atleta contraia a doença, a saúde de colegas de profissão e demais funcionários dos clubes. O treinador, que tem contrato com a Briosa até o final do Estadual, também pensa que as semanas de inatividade não trarão grandes prejuízos técnicos aos seus comandados. “A Portuguesa tem jogadores muito comprometidos. Tanto que acho que a maioria vai arrumar clube para o segundo semestre. A partir do momento em que for definida a data de reinício, já estaremos criando um novo fator motivacional. O prejuízo seria apenas em relação ao tempo em que ficou tudo inativo. A maioria dos jogadores teve uma manutenção da forma física. Com 15 dias conseguimos resolver alguma espécie de desentrosamento”, finaliza o comandante da equipe de Ulrico Mursa.