[[legacy_image_338555]] O sonho da Portuguesa Santista em avançar pela primeira vez em sua história à segunda fase da Copa do Brasil terminou na noite desta quarta-feira (28) no Estádio Ulrico Mursa. A Briosa fez um bom jogo contra o Caxias, mas perdeu por 1 a 0 e está eliminada da competição, 20 anos após a primeira participação, em 2004, quando também caiu na primeira fase para um time gaúcho, o XV de Novembro. Apesar da queda, a equipe foi aplaudida pela torcida no final do jogo. Agora, o time foca de novo no Campeonato Paulista da Série A2. Com 16 pontos, em oitavo lugar, última posição que garante vaga às quartas de final, a Portuguesa enfrenta o líder São José neste sábado (2), às 15 horas, no Estádio Martins Pereira, em São José dos Campos. O rival tem 25 pontos. A partida é válida pela 12ª rodada da primeira fase, em que a equipe santista ainda terá pela frente o Rio Claro em casa, o Capivariano fora e o Linense, fechando a etapa em Ulrico Mursa. O jogoA Briosa começou o jogo em ritmo acelerado e pressionando o Caxias, mas quem chegou com perigo pela primeira vez foi o time gaúcho, aos 3 minutos. Em jogada pela esquerda, a bola chegou para Emerson Martins, dentro da área, mas ele bateu à esquerda do gol de Wagner Coradin. A Portuguesa respondeu aos 6 e por pouco não abriu o placar. Franco cruzou da direita para cabeçada de Maranhão, rente ao poste direito. Aos 8, Franco pegou sobra dentro da área e bateu por cima do gol de Fabian Volpi. O time gaúcho assustou aos 14. Tomas Bastos cobrou falta chuveirando a bola na área e no bate e rebate, a bola sobrou para Emerson Martins, que bateu por cima do gol. Apertando a marcação, a Briosa rondava a área gaúcha e após boa jogada de Léo Santos pela esquerda, aos 16, a bola chegou a Caíque, que bateu, mas o tiro ricocheteou na zaga, amortecendo para defesa de Volpi. O jogo era disputado palmo a palmo, com muito vigor físico, e a Portuguesa reclamou de um pênalti aos 29. Maranhão arrancou pela esquerda, invadiu a área e foi tocado pelo zagueiro do Caxias, mas o árbitro Gustavo Ervino Bauermann mandou o jogo seguir. Como não há VAR nos jogos da primeira fase da Copa do Brasil, o lance não foi revisado. A partir daí, o Caxias começou a ter mais presença no campo de ataque, levando perigo à meta lusitana. Numa sequência de escanteios a favor dos gaúchos, a Portuguesa conseguiu emendar um contra-ataque, aos 38. Caíque foi lançado, passou por um marcador e, dentro da área, tentou mais um drible e perdeu a chance de finalizar. No minuto seguinte, a Briosa perdeu um dos melhores articuladores do time, o volante Franco, que saiu contundido para a entrada de Lelê. O que era ruim piorou aos 40, com o gol do Caxias. Vitor Feijão cruzou da esquerda e Gabriel Silva testou, sem chances para Coradin. Etapa finalA Portuguesa voltou para o segundo tempo com Renan Oliveira em lugar de Jean Henrique e com a missão de virar o jogo para avançar pela primeira vez na Copa do Brasil. Pressionando o Caxias, o time dava espaços e o rival teve boa chance aos 5. Vitor Feijão, o mais perigoso do ataque gaúcho, cruzou da linha de fundo para Tomas Bastos, que dominou e bateu forte, mas por cima do gol. A Briosa deu a resposta aos 6, em bela jogada de Maranhão, que foi costurando a defesa gaúcha do lado do esquerdo do ataque até chegar na frente da área e bater forte, rasteiro, mas Volpi defendeu em dois tempos. O tempo corria contra a Briosa e o técnico Sérgio Guedes mexeu de novo na equipe. Sacou Léo Santos para a entrada de Diogo Carlos, que quase marcou de falta, aos 35. Em cobrança próxima ao bico direito da grande área, ele bateu buscando o canto direito e a bola saiu raspando a trave. Experiente, o Caxias controlava o jogo e levava perigo nos contragolpes. A Briosa buscava o gol de empate, mas esbarrava na afobação do time na conclusão das jogadas e no goleiro Fabian Volpi, que ganhava tempo a cada bola alçada à área. Apesar de martelar, a Portuguesa não chegou ao gol, mas deixou o campo aplaudida pelos quase 5 mil torcedores que foram ao Ulrico Mursa.