Palmeiras e Abel Ferreira acertam últimos detalhes para renovar contrato até o fim de 2025 (Divulgação / Palmeiras) Palmeiras e Novorizontino começam a decidir o Campeonato Paulista nesta quarta-feira, às 20h (de Brasília), na Arena Crefisa, em Barueri. É a sétima final consecutiva dos palmeirenses e a primeira do time de Novo Horizonte na nova era do clube, iniciada em 2010. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O time de Abel Ferreira chega à decisão após superar o São Paulo na semifinal e o Capivariano nas quartas. A equipe classificou-se com a segunda melhor campanha da primeira fase, atrás apenas do próprio Novorizontino, que eliminou Santos e Corinthians. Para o jogo de ida da decisão, o Palmeiras não terá novos desfalques. O time que vai a campo deve ser o mesmo que bateu os são-paulinos e tem sido considerado o "11 ideal" de Abel Ferreira. O cenário é diferente do encontro entre as duas equipes na primeira fase, que teve time alternativo do Palmeiras O resultado foi uma goleada por 4 a 0 para o Novorizontino, o que credencia a equipe interiorana a ter o segundo jogo da final em casa. Isso não será problema, segundo disse o atacante Flaco López após a classificação. "A gente joga todas as partidas da mesma maneira, para ganhar. São dois jogos para o Palmeiras ser merecedor desse título e levar mais um troféu para nossa casa." Mesmo com a diferença entre os dois times, Abel Ferreira evitou qualquer discurso de "já ganhou". O português defende o trabalho "além do resultado". "Dá muito trabalho para chegar à final, mas não vivo atrás de resultados. Procuro dar o meu melhor para tirar o máximo de rendimento dos meus jogadores. Não consigo dizer se vamos ganhar sempre. Foco no que controlo. Já perdi e já ganhei muito. É manter o equilíbrio e a confiança no que acredito e nos processos. No futebol, não temos certeza de nada " Abel ainda elogiou a equipe adversária, comandada por Enderson Moreira. "É uma equipe que não perdeu em casa, muito bem treinada e competitiva. Não chegou à final por acaso. Estamos mais do que avisados. Será uma grande final", projetou o técnico 16 ANOS APÓS RENASCIMENTO É a primeira final do Novorizontino em sua "nova era". Vice-campeão em 1990, quando perdeu para o Bragantino de Vanderlei Luxemburgo, o clube encerrou as atividades em 1999 e foi refundado em 2010. Oficialmente, o clube é outro e, desde 2023, é uma SAF. No campo simbólico, porém, o Novorizontino carrega o legado daquela equipe. Com o título ou não, esta já é a melhor campanha do Novorizontino no Paulistão na sua nova era. O acesso à elite paulista do clube refundado veio em 2015, seguido por uma campanha mediana em 2016. Já entre 2017 e 2019, a equipe obteve bons resultados, chegando às quartas de final. Em 2022, um baque. O time foi lanterna no Paulistão, sem uma vitória sequer. A queda quase veio na estreia da Série B do Campeonato Brasileiro, mas foi evitada por dois pontos acima do Z-4. As temporadas seguintes mostraram que o rebaixamento no Estadual se tratou de um tropeço em uma caminhada. Foi apenas um "bate-volta" na Série A2. O retorno foi com a melhor campanha até este ano. O Novorizontino chegou à semifinal, derrubando pelo caminho o São Paulo, nos pênaltis, no MorumBis. A campanha de 2026 é muito celebrada e serve de combustível para a disputa da Série B do Brasileirão, após três anos em que o Novorizontino fica "no quase". "Estamos fazendo um campeonato muito digno, e isso não é por acaso. Muitas vezes falam sobre a vantagem de decidir em casa, mas isso foi conquistado com a melhor campanha. Aqui também tem trabalho, estudo, dedicação, leitura de jogo e organização para competir contra esses gigantes", disse Enderson Moreira. Para a decisão, o técnico não terá uma das principais referências técnicas da equipe. O meia Rômulo pertence ao Palmeiras. Seria necessário pagar R\$ 1 milhão por jogo para que o Novorizontino pudesse escalá-lo. Houve tentativa de negociação, mas a diretoria alviverde não abriu mão da multa. CONFRONTO TEM RETROSPECTO POSITIVO DO PALMEIRAS E É INÉDITO EM FINAL Será a primeira vez que Palmeiras e Novorizontino se enfrentam em uma final. O duelo já aconteceu cinco vezes em mata-matas, a partir de 2010. Todos foram vencidos pelos palmeirenses. A primeira foi em 2017, nas quartas de final, com duas vitórias do Palmeiras (3 a 1 e 3 a 0). No ano seguinte, na mesma fase, foram dois novos triunfos expressivos (3 a 0 e 5 a 0). Em 2019, o Novorizontino até conseguiu um empate por 1 a 1, mas sofreu nova goleada, por 5 a 0. A semifinal de 2024 foi mais equilibrada, com vitória do Palmeiras por 1 a 0. Naquele ano, o time alviverde conquistou o tricampeonato consecutivo. Outro tabu no caminho do Novorizontino é que o Palmeiras está invicto há 10 jogos na Arena Crefisa. São nove vitórias e um empate. Como mandante (incluindo também o Allianz Parque) a sequência de invencibilidade chega a 22 partidas. FICHA TÉCNICA PALMEIRAS X NOVORIZONTINO PALMEIRAS - Carlos Miguel; Khellven, Gómez, Murilo e Piquerez; Marlon Freitas, Andreas, Maurício e Allan; Flaco López e Vitor Roque. Técnico: Abel Ferreira. NOVORIZONTINO - Jordi; Alvariño, Dantas, Patrick e Mayk; Luís Oyama, Léo Naldi e Juninho; Matheus Bianqui, Vinicius Paiva e Robson. Técnico: Enderson Moreira. ÁRBITRO - Matheus Delgado Candançan. HORÁRIO - 20h (de Brasília). LOCAL - Arena Crefisa, em Barueri (SP).