[[legacy_image_131391]] Passadas as comemorações pelo tri da Libertadores, o Palmeiras começou antes do fim da temporada o planejamento para 2022. As saídas de Jailson e Felipe Melo, anunciadas no sábado, dia seguinte à festa pelo título continental, são os primeiros movimentos de uma reformulação que já está em curso. O clube optou por não renovar os contratos do goleiro e do volante e eles encerraram sua trajetória no time alviverde depois de sete e cinco anos, respectivamente. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Foram as duas primeiras decisões de Leila Pereira, presidente eleita que assume o posto oficialmente no próximo dia 15. A dona das empresas que patrocinam o Palmeiras lidera um processo de mudanças importantes no departamento de futebol, e isso inclui o elenco. Internamente, a empresária também está reformulando o departamento de marketing. Quanto ao elenco, Leila já trabalha na busca de atletas de relevo especialmente de olho na disputa do Mundial de Clubes, no início de fevereiro. Nesta edição, a tendência é de que o Palmeiras chegue mais preparado a Abu Dabi pois terá um tempo maior para treinar e se concentrar na competição. Em fevereiro de 2020, com o calendário espremido em razão dos efeitos da pandemia de covid-19, a equipe de Abel Ferreira jogou o torneio na sequência da Libertadores. Os jogadores não descansaram e sentiram falta de uma preparação adequada. O time estreia no dia 8 de fevereiro de 2022. A reapresentação do elenco está marcada para 5 de janeiro. Leila afirmou recentemente que a grande prioridade de sua gestão "é sempre lutar por um time vitorioso". A ideia é, após dois anos de austeridade financeira sob o comando de Maurício Galiotte, voltar a investir em contratações importantes. Um centroavante, um lateral-direito e também uma opção para a zaga são as prioridades, mas outras posições também podem ser reforçadas. O clube deve novamente olhar para o mercado sul-americano devido a experiências bem-sucedidas com as contratações dos uruguaios Viña, hoje na Roma, e seu substituto, Piquerez. Nos países da América do Sul, há jogadores jovens e não tão caros. Paralelamente à busca por reforços, existe a necessidade de definir o futuro de outros atletas, como Luiz Adriano, muito criticado pela torcida, e Lucas Lima, que retorna ao fim do Brasileirão de empréstimo do Fortaleza. Deyverson, o herói improvável do tri da Libertadores, tem contrato até junho de 2022 e seu futuro ainda é incerto. Antes disso, a diretoria trabalha para convencer Abel Ferreira a permanecer. Ele disse estar em seu limite físico e mental e confessou precisar de uma "grande reflexão" com a família antes de definir seu futuro. Na festa da conquista do tri da Libertadores, o português acalmou a torcida ao indicar que pretende cumprir seu vínculo, com vigência até o fim de 2022. "Eu tenho contrato", falou o técnico, após ouvir um coro de 'fica' dos torcedores presentes no evento em uma casa noturna de São Paulo. O diretor Anderson Barros é outro que ainda não sabe se fica. A tendência é de que o cartola, muito elogiado por Abel, dê prosseguimento ao seu trabalho, valorizado em decorrência do título da Libertadores. O vice de Leila, Paulo Buosi, único remanescente da gestão anterior, se tornou o principal nome no departamento de futebol. A transição ocorre já sem a participação direta de Galiotte.