O técnico Abel Ferreira abriu a coletiva de imprensa que sucedeu a vitória do Palmeiras por 3 a 0 sobre o Santos com uma homenagem a Lito Sousa, influenciador diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). "Em primeiro lugar, gostaria de dar os parabéns ao Palmeiras. Em segundo, dedicar essa vitória ao Lito. Que Deus possa lhe dar todas as forças que precisa, que continue (lutando) até o fim e não desista", disse o treinador. Criador do canal Aviões e Músicas, Lito é palmeirense e enviou parabéns ao clube pelos 112 anos em mensagem que foi exibida no telão do Nubank Parque antes da partida desta quarta-feira. A mulher dele, Mila Seidl, assistiu à partida no estádio. "Uma das coisas que eu aprendi com o Palmeiras é nunca desistir", falou Lito, no vídeo. Abel, na coletiva, falou sobre Allan, vendido por 40 milhões de euros (R\$ 240 milhões), ao Manchester City, a importância de Gustavo Gómez, que foi substituído no intervalo por cansaço e celebrou a apresentação de Giay. O lateral-direito argentino deu sua primeira assistência depois de 94 jogos com a camisa do Palmeiras. Saiu de seu pé o cruzamento na cabeça de Flaco, que fechou o triunfo por 3 a 0. "Ninguém é melhor do que ele na dedicação. Ele pode falhar passes, falhar cruzamentos, mas entrega tudo, tudo o que ele tem", elogiou o treinador, segundo o qual o talento de Giay é ser dedicado. "Com o tempo vos garanto, um bocadinho de calma, um bocadinho de carinho da torcida, ele já começa a dar mais assistências", completou o português, antes de aconselhar Giay. "O elogio e a crítica são impostores. Nem quando nos criticam a gente deve acreditar naquilo que dizem, mas temos que fazer uma análise e ver há coisas que temos que melhorar, nem deve ouvir quando dizem que agora ele é o melhor jogador do mundo", disse o treinador. "A venda de Allan, mais um atleta revelado nas categorias de base do clube, e cujo destino é a Europa, é a prova de que o Palmeiras forma jogadores para a seleção brasileira, afirmou Abel. "Nós trabalhamos também para a seleção brasileira, se ela quiser." O treinador, com contrato até o fim de 2027, ainda não pensa em sua despedida, no legado que deixará. Mas está certo de que não encontrará, em outro clube, o que tem no Palmeiras, no comando do qual está há quase seis anos. "Eu amo trabalhar no Palmeiras, eu amo trabalhar com a Leila Pereira, Barros, funcionários e jogadores do Palmeiras. E eu não vou encontrar em lugar nenhum, nem no Barcelona, nem no Real Madrid, nem no City, o que eu encontrei aqui para a minha realização pessoal como treinador. Hoje é muito difícil ir para um clube onde tu tem voz, liberdade e reconhecimento." Líder do Brasileirão, presente nas quartas de final da Libertadores e perto das semifinais da Copa do Brasil, o Palmeiras tem tido semanas desgastantes de jogos, e mais outras virão. "Não vamos descansar ninguém. Vamos apostar tudo em todas as competições", avisou o treinador.