Nascida em Itariri, e criada em Peruíbe, Beatriz Souza fez história nas Olimpíadas de Paris (Reprodução/TV Globo) A judoca Beatriz Souza fez história nas Olimpíadas de Paris, na França. Nascida em Itariri e criada em Peruíbe, Litoral de São Paulo, ela conquistou a primeira medalha de ouro para o Brasil nesta sexta-feira (2), no judô feminino, ao vencer a israelense Raz Hershko, número 2 do mundo, na categoria acima de 78 kg. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Beatriz Souza avançou até a final do judô feminino em sua primeira participação nos Jogos Olímpicos. A atleta conquistou a medalha de ouro, garantindo a primeira medalha dourada para o Brasil neste ano. Beatriz acumula três medalhas em campeonatos mundiais de judô: prata em 2022 e bronze em 2021 e 2023. Aos 26 anos, ela também foi campeã do Grand Slam de Baku (Azerbaijão) e do Grand Prix de Linz (Áustria). Em 2023, ela foi eleita a melhor judoca do ano pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB). Beatriz Souza em ação nos Jogos Olímpicos de Paris (Alexandre Loureiro/COB) Semifinal A estreante das Olimpíadas conseguiu superar toda a pressão durante a luta. O clima do estádio estava tenso, com o público gritando o nome da adversária, a francesa Romane Dicko, número 1 mundial na modalidade, e pressionando o tempo inteiro por marcações do árbitro. Desde o início do combate, Beatriz manteve-se calma. Ambas as judocas sofreram punições durante a luta, que foi levada ao Golden Score. Na prorrogação, a brasileira conseguiu encaixar um golpe, levando a luta para o chão e finalizando a francesa. Beatriz venceu com um ippon no tempo extra e garantiu a vaga na final olímpica. Final Na decisão, Beatriz Souza enfrentou a israelense Raz Hershko e conquistou a vitória após aplicar um waza-ri. Ela chegou a receber duas punições, mas teve o título confirmado após o fim do tempo.