[[legacy_image_81303]] A tradição olímpica remonta há 2.500 anos e tem origem na Grécia antiga. Reza a lenda que os Jogos foram criados por Hércules para homenagear seu pai, Zeus. Os primeiros registros históricos, porém, são de 776 a.C., quando os vencedores começaram a ter os nomes relacionados. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Em um período conturbado da humanidade, com guerras e rivalidade entre os povos, uma trégua envolvendo reis e guerreiros, selada no santuário de Olímpia, na Grécia, no templo de Hera, consolidou a disputa esportiva. Por isso o termo Olimpíada. Na chamada Era Moderna, que teve o pontapé inicial em abril de 1896, a sede foi Atenas. Delegações de 14 países tomaram parte nas provas. Ao todo, 241 atletas competiram em nove modalidades. Desde essa época, os Jogos passaram a ser realizados de quatro em quatro anos, à exceção de 1914 e 1918 e 1939 e 1945, quando ocorreram a Primeira e Segunda Guerras Mundiais, respectivamente. O pai da Olimpíada tal qual conhecemos é o pedagogo e historiador francês Pierre de Frédy, que se tornaria conhecido como Barão de Coubertin. Tudo começou quando ele decidiu dar sugestões para a reforma do sistema educacional francês. Em 1892, Frédy apresentou na universidade Sorbonne, em Paris, um estudo cujo título era “Os exercícios físicos do mundo moderno”. Na ocasião, ele também expôs seu projeto de recriar a Olimpíada, mas a ideia não avançou. Dois anos depois, em 1894, novamente na Sorbonne, com a presença de delegados de 13 países, o Barão de Coubertin obteve da Grécia a promessa de sediar a primeira Olimpíada moderna, em Atenas. A partir daí, como se fez na antiguidade, a competição seria realizada de quatro em quatro anos. Naquela convenção, foi criado o Comitê Olímpico Internacional (COI), entidade da qual o Barão de Coubertin foi o primeiro secretário-geral e, depois, o segundo presidente, sucedendo o grego Dimítrios Vikélas. A competição cresceu década após década até se tornar o maior evento da humanidade, não só no esporte, mas em qualquer nível, reunindo, desde os Jogos de Atenas, em 2004, delegações de mais de 200 países. Pierre de Frédy morreu em 2 de setembro de 1937, aos 74 anos, em Genebra, e foi enterrado em Lausanne, também na Suíça, sede do Comitê Olímpico Internacional.