[[legacy_image_233741]] O cartunista Accindino de Souza Andrade, o Dino, foi o primeiro artista a retratar Pelé na imprensa brasileira. Suas charges quase sempre acompanhavam matérias do jornalista De Vaney, falecido em 1990 e autor de inúmeras reportagens com Pelé, publicadas em A Tribuna. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! No dia 17 de julho de 1957, poucos dias depois do garoto Pelé vestir a camisa 10 do Santos, até então de Vasconcelos, o chargista Dino publicava aquela que seria a primeira caricatura de Pelé em todo o mundo, ilustrando a reportagem intitulada Pelé, o recordista mundial da juventude. Com sua criatividade, o desenhista fez a caricatura do rei envergando a camisa da Seleção Brasileira, com o distintivo da antiga Confederação Brasileira de Desportos (CBD), “pois seria fatal sua convocação para a Copa Roca”, segundo o cartunista. E com outro detalhe: Pelé encontrava-se de fraldas, em alusão à juventude do craque. Outro momento retratado por Dino aconteceu em 1962, onde o Rei aparece conversando com uma garota, com o seguinte diálogo: “Pelé, eu não sabia que você se chamava Edson”, ao que ele responde, “Edson era antes do nascimento...”, em famoso trocadilho com seu nome. RelacionamentoDino sempre manteve um bom relacionamento com Pelé. No encarte especial de A Tribuna sobre os 50 anos do Rei do Futebol, o cartunista revelou o seu grau de amizade com o Atleta do Século quando recordou alguns episódios, como o de 1972, no Guarujá, época em que teve a oportunidade de apresentar Pelé a Emerson Fittipaldi, naquele ano campeão do mundo de Fórmula 1. Ou quando, em 1974, a convite do Rei, esteve na Alemanha assistindo à Copa do Mundo. Além das charges sobre Pelé, Dino também ilustrou o livro Jogando com Pelé, de autoria do próprio jogador e traduzido em vários idiomas. Accindino Souza Andrade faleceu, aos 76 anos, em 3 de outubro de 1996, em São Paulo. Foi chargista, caricaturista, cartunista, ilustrador e jornalista e trabalhou durante 55 anos em A Tribuna, entre 1937 e 1992. Muito se escreveu sobre Pelé no ano de 1959. Sua biografia, apesar de curta, já que era totalmente desconhecido até fins de 1956, era publicada em todos os jornais e revistas do mundo. Um ano e três meses após o Mundial de 1958, quando Pelé conquistou o título, A Tribuna publicou, com exclusividade, todos os detalhes de sua vida, em reportagem do jornalista De Vaney. A entrevista, dividida em capítulos, contava os detalhes da existência de Pelé de um ângulo diferente e, segundo De Vaney, A Tribuna divulgaria, com exclusividade para todo o mundo, “um Pelé tal qual era, sem retoques, sem lentes de aumento, sem exageros nem diminuições, e mostrando, além de tudo, o sentido humano de sua personalidade e as exteriorizações de seu íntimo”. Adriano da Motta e Silva, o De Vaney escreveu, durante muitos anos, sobre os jogos do Santos e acompanhou a carreira de Pelé. Foi também correspondente de 41 jornais brasileiros e do exterior. Faleceu em 29 de janeiro de 1990. Dino sempre manteve um bom relacionamento com Pelé. No encarte especial de A Tribuna sobre os 50 anos do Rei, o cartunista revelou o seu grau de amizade com o Atleta do Século quando recordou alguns episódios, como o de 1972, no Guarujá, época em que teve a oportunidade de apresentar Pelé a Emerson Fittipaldi, naquele ano campeão do mundo de Fórmula 1. Ou quando, em 1974, a convite do Rei, esteve na Alemanha assistindo à Copa do Mundo.