[[legacy_image_2024]] Libertado da prisão antes do fim da pena por ser do grupo de risco do novo coronavírus, José Maria Marin chegou na manhã deste domingo (5) no Brasil. O ex-presidente da CBF, de 87 anos, desembarcou no Aeroporto de Viracopos, em Campinas. Ele estava preso desde o fim de maio de 2015, inicialmente na Suíça e depois nos Estados Unidos (parte da prisão foi domiciliar), onde foi condenado por corrupção. Assim, ficou cerca de cinco anos afastado do País. O ex-dirigente conseguiu durante a semana o direito à liberdade antes do cumprimento total da pena de quatro anos a que fora condenado. Em sua decisão, a juíza Pamela K. Chen listou entre os motivos para soltar o brasileiro a sua "idade avançada, saúde significativamente deteriorada, risco de graves consequências para a saúde devido ao atual surto de covid-19, status de crime não violento e cumprimento de 80% de sua sentença original". Marin estava detido em uma penitenciária federal de Allenwood, na Pensilvânia junto a outros 1.300 presos. Ele foi condenado pelos crimes de organização criminosa, fraude bancária e lavagem de dinheiro cometidos no período em que presidiu a CBF, de 2012 a 2015, acusado de ter recebido U\$ 6,5 milhões (mais de R\$ 34,7 milhões pelo câmbio atual) de propina para assinar contratos de direitos comerciais da Libertadores, Copa do Brasil e Copa América. A Justiça dos EUA condenou Marin a pagar US\$ 1,2 milhão (R\$ 6,4 milhões) e confiscou mais US\$ 3,3 milhões (R\$ 17,6 milhões) do brasileiro. Já a Fifa baniu Marin do futebol e aplicou multa de 1 milhão de francos suíços (R\$ 5,5 milhões).