[[legacy_image_155393]] A primeira colocação do russo Daniil Medvedev no ranking da ATP, alcançada oficialmente na segunda-feira, está incomodando a Federação Ucraniana de Tênis. Membro do conselho da entidade, o dirigente Seva Kewlysch defendeu que o novo número 1 do mundo deve ser impedido de disputar os Grand Slams deste ano, em razão da invasão da Rússia ao país vizinho, iniciada na semana passada Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! "Deixem ele jogar torneios da ATP, mas Grand Slams são organizados pela Federação Internacional de Tênis (ITF, na sigla em inglês) e, perdendo a possibilidade de jogar Grand Slams, ele nunca poderá ser o número 1. Ele não deveria jogar os abertos de França, Estados Unidos e Wimbledon", afirmou Kewlysch em entrevista à agência de notícias Reuters. O Comitê Olímpico Internacional (COI) emitiu um comunicado na segunda-feira e recomendou que federações e organizadores de eventos esportivos barrem competidores russos e de Belarus. No texto, afirma que, se isso não for possível, é necessário que os atletas desses países atuem como participantes neutros, sem identificação nacional. "Para Daniil, não representar a Rússia não é uma grande punição, mas é uma grande vergonha. Representar um time sem bandeira, sem hino e sem história em um evento, provavelmente isso fará com que ele faça a coisa certa", completou o dirigente ucraniano. Anteriormente, a Federação Ucraniana já havia enviado à ITF uma carta pedindo a desclassificação de tenistas russos e de Belarus Em resposta, a entidade internacional disse que tomou ‘medidas rápidas’ para cancelar eventos em território russo, mas ainda não esclareceu a situação dos tenistas. Na segunda-feira, a tenista ucraniana Elina Svitolina disse que não jogará a partida desta terça-feira, contra a russa Anastasia Potapova, no WTA de Monterrey, caso a organização não siga a recomendação do COI de que atletas da Rússia e de Belarus joguem como neutros. Potapova respondeu afirmando que os atletas russos são "reféns da situação" e se disse "contra as lágrimas, a dor e a guerra". Por enquanto, o jogo continua marcado para as 22 horas (horário de Brasília) desta terça.