[[legacy_image_140560]] Judoca desde os 12 anos de idade, Andrea Berti sempre foi determinada. Era disciplinada, tinha muita raça e uma técnica refinada. Assim, foi uma das melhores judocas do Brasil no peso ligeiro e, com todas essas qualidades, defendeu o Brasil em duas Olimpíadas: Barcelona, em 92, e Atlanta, em 96. Além disso, representou o País em campeonatos pelo mundo inteiro sempre mostrando um judô de alto nível. Com toda essa bagagem no tatame, Andrea logo teve boas oportunidades de trabalhar como treinadora. No Esporte Clube Pinheiros e nas seleções de base do Brasil. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Nesta semana, ela participou do programa Tribuna Esporte, da TV Tribuna, e falou do novo desafio. Andrea vai ser a nova coordenadora técnica da seleção feminina de judô e vai trabalhar com a campeã Sarah Menezes, a primeira mulher a ganhar uma medalha de ouro para o Brasil, em Londres-2012. A seguir, Andrea fala do novo momento e da trajetória. Como você recebeu esse convite? Com muita responsabilidade, bastante apreensiva, mas eu não sou de “arregar” compromisso não. Vou seguir com o sistema que eu já uso nas equipes de base. E sempre buscando o melhor para os atletas, pois são eles, realmente, que fazem todo o trabalho. E buscando manter as equipes. Estamos com um grupo que reúne a nova geração e atletas bem experientes, que já participaram do último ciclo olímpico de Tóquio. É um ano desafiador e eu pretendo dar o meu melhor como técnica, como sempre. Creio que tem tudo para dar certo. Você, que participou de duas Olimpíadas, acha que um ciclo mais curto como esse é mais difícil para os judocas? Com certeza é mais difícil, não só pelo ciclo ser menor, mas por a gente já vir de uma pandemia, ocasião na qual os atletas também não tiveram a preparação adequada. Então, isso acaba atrapalhando um pouco. Os atletas que foram para a Olimpíada ainda tiveram um tratamento diferenciado, um treinamento diferenciado, mas já foi um processo difícil e complicado, e agora não vai ser diferente. A expectativa é fazer um trabalho adequado. Que a gente consiga correr atrás do tempo que foi perdido. Alto rendimento é resultado. Os critérios já foram apresentados em dezembro para os atletas correrem atrás dos resultados. Já teve seletiva em dezembro. É um ano de bastante expectativa para todo mundo e de um trabalho de avaliação para a gente conhecer bem o grupo. Você sempre foi aguerrida como atleta e técnica. Agora, na coordenação da seleção, como vai ser? Quando fiz a transição de atleta para técnica, como treinadora na seleção de base e no tradicional Esporte Clube Pinheiros, eram poucas as treinadoras em atividade. Em todos os meus compromissos, eu sempre trabalhei com muita responsabilidade. Quando eu assumi, eu lembro, que até por falta de experiência, eu sempre soube o que queria e também aquilo que não queria mais, que foram exemplos ruins, com os quais eu não concordava. Então, eu sempre levei isso para o meu trabalho, atuando com muito profissionalismo e sendo justa. Procurando sempre o melhor para as judocas, com base no estudo e na ciência. E você, que sempre foi focada, vai ter que se aprimorar ainda mais? O foco é continuar trazendo resultados. Essa responsabilidade é muito grande porque o judô é um esporte de sucesso. Manter o resultado já é um compromisso muito grande, e a gente sempre quer mais. Sempre busco o melhor. Apesar de ser um ciclo curto, com uma mistura de gerações, a gente vai buscar muitas vitórias e títulos. Meu trabalho vai ser para isso. Eu acredito nisso. Eu sempre falo que os brasileiros são movidos a superação, têm garra e eu acredito muito nisso. Haja vista tudo o que nós passamos na pandemia e os resultados das Olimpíadas de Tóquio, quando superamos todas as expectativas. E como vai ser trabalhar com a Sarah Menezes de técnica? A Sarah foi uma atleta muito inteligente, bastante técnica. Desde novinha passou a trazer resultados para o Brasil, e eu acredito que ela vai transferir a experiência de atleta vencedora para uma treinadora de sucesso. Ela tem uma visão tática muito boa e vamos trabalhar juntas. Eu vou passar a minha experiência que tenho desde 2007 como treinadora, auxiliá-la nisso, e trabalhar junto para buscarmos os objetivos. Mais medalhas e bom resultados para o Brasil.