[[legacy_image_324325]] Um dos nomes históricos do Santos e da Seleção Brasileira, Clodoaldo foi mais um ex-jogador que lamentou a morte de Mário Jorge Lobo Zagallo. O ícone do futebol brasileiro morreu nesta sexta-feira (5), aos 92 anos. Zagallo era técnico do Brasil na conquista da Copa do Mundo de 1970 e tinha Clodoaldo como um de seus comandados. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Após a morte de Zagallo, A Tribuna conversou com Clodoaldo neste sábado (6). O ex-volante demonstrou tristeza com a notícia, mas também gratidão por ter tido a oportunidade de participar daquela equipe e conviver com o Velho Lobo. “Zagallo era um ser humano maravilhoso e foi o início de uma grande fase da Seleção Brasileira. Eu tenho a imagem dele como um patriota que amava a amarelinha como poucos”, contou Clodoaldo Na Copa do Mundo de 1970, Clodoaldo tinha 20 anos e contava com velocidade e bom poder de marcação, além da confiança de Zagallo, para marcar, desarmar e iniciar a saída de bola do time. A Seleção enfrentou o Uruguai na semifinal, que era considerado o “fantasma” de 1950, no famoso “Maracanazzo”. Em um jogo faltoso e bastante nervoso no primeiro tempo, Clodoaldo apareceu para empatar a partida. Clodoaldo relembrou a conversa que teve com Zagallo sobre sua presença na Copa de 1970. O ex-volante foi escolhido para compor o time e disse que Zagallo o convocou já decidido sobre a escolha, pois sua função seria muito importante no torneio. O ex-volante da Seleção enalteceu que todas as palavras e incentivos de Zagallo foram importantes para que ele entrasse na equipe titular com confiança. “Foi muito bom pra mim como experiência”, disse Clodoaldo. [[legacy_image_324326]] Ao ser perguntado sobre a sensação de fazer o gol que deu início à virada no jogo contra o Uruguai, Clodoaldo disse que o gol de empate foi a “virada de chave” para o emocional da equipe. Após o primeiro tempo daquela partida, Zagallo foi ao vestiário muito emocionado, o que mexeu com os atletas, e citou Clodoaldo como exemplo de determinação para todo o time. “Ele pediu que o Brasil não entrasse em campo com receio, como havia sido no primeiro tempo, e mexeu com o emocional da equipe, que era um dom de Zagallo. Foi assim que nós fizemos um excelente segundo tempo, sempre respeitando o adversário.", concluiu Clodoaldo. Pelé e ZagalloA morte de Zagallo acontece pouco mais de um ano após a morte de Pelé. Clodoaldo, que jogou com o Rei no lendário time do Santos, entre as décadas de 1960 e 1970, comentou sobre as duas perdas. “O legado deles é eterno e muito positivo.”, afirmou Clodoaldo. Por fim, o ex-volante reconheceu que conviver com Zagallo, uma pessoa que vivia ativamente no mundo do futebol, passou a confiança que ele precisava para ter continuidade na Seleção Brasileira e, posteriormente, no Santos. “É essa experiência do Zagallo que me passou muitas coisas positivas. É uma perda muito grande. Vou sentir saudades dele.", concluiu Clodoaldo. [[legacy_image_324327]]