[[legacy_image_236204]] Uma imagem chamou a atenção de quem assistia o cortejo do Rei Pelé pelas ruas de Santos na manhã desta terça-feira (3). Um bombeiro se emocionou e caiu no choro durante o percurso do astro do futebol até a casa de sua mãe, Celeste Arantes. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O sargento Douglas Miranda Policarpo, do Corpo de Bombeiros de Itanhaém, disse ter se voluntariado a participar do cortejo representando a corporação. “Meu pai era santista de coração e eu herdei isso dele. Assim que eu soube que faríamos o cortejo do Pelé, me coloquei à disposição e fui atendido. Fui agraciado de poder vir aqui participar. Sai de Itanhaém e vim para cá acompanhar este momento histórico”. O profissional disse que o motivo de sua emoção foi a empatia. Afirma ter se colocado no lugar da família, que estava chorando quando o corpo parou em frente à casa de Dona Celeste, de 100 anos. “No momento em que nós paramos em frente à casa da mãe do Pelé, Dona Celeste, e olhei para o lado e vi a irmã de chorando, me compadeci. Me coloquei no lugar dela, de não poder se despedir do Rei do Futebol e da mãe, que pela idade, não pôde ver o filho”, diz. O sargento não chegou a acompanhar a carreira de Pelé no Peixe, pois o craque se aposentou antes que o bombeiro nascesse. Porém uma memória afetiva com seu falecido pai o ligava ao time. “Quando eu nasci, em 1974, o Dondinho, que era o pai do Pelé, trabalhava na Santa Casa de Santos. Meu pai o procurou e ele deu uma foto do Pelé autografada por ele mesmo. Eu guardei de coração e já nasci santista”. Segundo o sargento Miranda, a imagem presenteada por João Ramos do Nascimento, pai do Rei do Futebol, contém a frase ‘Com carinho, Dondinho, pai do Pelé’. Isso fez com que nascesse uma admiração. “Acompanhei muitos vídeos, histórias, todos os feitos, os títulos e tudo que ele fez pela seleção brasileira e, especialmente, pelo Santos”. [[legacy_image_236205]] “Foi um misto de emoções, mas eu continuei ali na minha missão, tomando conta da viatura. Só não pude conter as lágrimas. Foi muito difícil! A gente é bombeiro e profissional. Estamos preparados para todos os tipos de situações, porém algumas tocam o coração”, conta. Para o bombeiro, a emoção esteve presente durante todo o percurso. Ele destaca momentos como a queima de fogos e os torcedores nos entornos do cortejo. Disse ter visto pessoas orando no caminho, jogando pétalas de rosas e correndo ao lado da viatura do Corpo de Bombeiros. “Nós tivemos a oportunidade de assistir pela televisão o cortejo da rainha Elizabeth e agora foi de um rei brasileiro, o Pelé, único, não vai ter outro. Foi de arrepiar. Para mim, fica a sensação de dever cumprido, como bombeiro, como ser humano, como pai de família, como torcedor do Peixe e vou continuar com as minhas tarefas normais do Corpo de Bombeiros, mas vou levar para sempre isso no coração. Eu participei do cortejo do Rei Pelé”, comenta.