[[legacy_image_4176]] Com um time praticamente todo reserva, a Juventus entrou em campo na última terça-feira (2) e bateu o Cagliari por 2 a 0, pelo Campeonato Italiano. Agora, a Juve soma 81 pontos na competição, 18 a mais que o vice-líder Napoli. Apesar da vitória deixar a equipe de Turim mais perto do oitavo título nacional seguido, a partida foi marcada por um caso de racismo. Torcedores do Cagliari ofenderam o jovem atacante da Juve, Moise Kean, de 19 anos, com insultos raciais. Isso aconteceu após o jogador bianconero marcar o segundo gol de sua equipe no jogo. Descendente de marfinenses, Kean ouviu coros de "macaco". Logo após o ato discriminatório, o francês Blaise Matuidi, seu companheiro na Juve, saiu em defesa do atacante e se dirigiu ao banco de reservas para conversar com o técnico Massimiliano Allegri sobre o ocorrido. A partida ficou paralisada por três minutos. O caso incomodou os jogadores de ambas os times. Os do Cagliari faziam gestos para que os torcedores parassem com os atos racistas. Porém, Kean não recebeu apoio de outro colega de time, o zagueiro Leonardo Bonucci. Pelo contrário. Após os 90 minutos, o defensor disse, ao canal de TV italiano Sky Sport, que 50% da culpa pelas ofensas eram do jovem. "Ele sabe que quando se marca um gol, é preciso comemorar com o time e pronto. Foi um momento ruim, Kean poderia fazer algo diferente e é isso. Acho que que a culpa é de 50% para cada. Ele estava errado, os torcedores estavam errados. Devemos ser um exemplo e crescer como um sistema de futebol", comentou Bonucci, que anotou o outro tento da Juventus contra o Cagliari. Kean celebrou seu gol na frente na torcida adversária, com os braços abertos. Antes disso, coros racistas já estavam sendo proferidos por torcedores rossoblù. A Federação Italiana de Futebol (FIGC) informou que vai abrir uma investigação para apurar os acontecimentos.