Apesar da atividade desenvolvida e da vida estabelecida nos EUA, Raphael Alves quer trabalhar no Brasil (Divulgação) Uma metodologia desenvolvida com técnicas de futebol, futsal e futevôlei pelo santista Raphael Alves rende frutos no Culture FC Sports, em Huntington Beach, nos Estados Unidos. Há 12 anos morando em Irvine, no sul da Califórnia, o técnico trabalhou o método com um grupo de meninos e meninas, dos 6 aos 18 anos, e conseguiu bons resultados em torneios. Segundo Alves, de 39 anos, trabalhar o futsal e o futevôlei na iniciação ajuda a desenvolver a parte neuromotora dos jogadores. O processo de formação também dá ênfase a aspectos socioafetivos, com regras e exercícios de socialização. “Nesse processo de conexão, primeiro desenvolvemos o indivíduo. Depois, tudo o que dois caras podem fazer juntos, como criar espaço e fazer parede. Depois para três, quatro, com um losango ofensivo, que tem muita similaridade com o futsal. Vamos nessa conexão até chegar nos 11”, explica. Além de desenvolver a metodologia com a equipe norte-americana, ele busca outros mercados. Há seis meses, apresentou a técnica a um clube escocês, o Spartans, de Edimburgo, que trabalha com futebol de base. Laços santistas Na infância e adolescência, Raphael jogou futsal e na base do futebol de campo do Santos, mas não levou à carreira à frente. Apesar disso, o futebol continuou presente em sua vida. Fez vários cursos na área e desde que se mudou para os Estados Unidos desenvolveu a metodologia de trabalho. Um de seus atletas, o atacante afegão-americano Alham Attaee, passou pelo sub-20 do Santos. Outros dois jogadores, Logan Kos e Jacob Garcia, de 18 anos, assinaram com o São João del-Rei, da segunda divisão do Campeonato Mineiro. Como o futebol nos Estados Unidos não tem tanta relevância, se comparado a países como o Brasil, Raphael planeja retornar ao País. “Sonho em trabalhar no Brasil. Tenho filhas pequenas, a gente vai todo ano de férias, mas não é a mesma coisa. Quero que elas tenham um período longo no Brasil”.