[[legacy_image_251330]] O arbitro Romualdo Arppi Filho, que morreu na noite deste sábado (4) em Santos, iniciou a carreira de árbitro na várzea santista, ainda na adolescência, quando tinha entre 14 e 15 anos. Em 1956, aos 17 anos, apitou um jogo icônico na carreira de um gênio precoce que surgia na Vila Belmiro: Pelé. No dia 17 de outubro daquele ano, Santos e Jabaquara decidiram o Campeonato Juvenil de Santos, competição que hoje equivale à categoria sub-16. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! No livro ‘Histórias da Vila Belmiro - 100 anos de magia do estádio santista', lançado pelos jornalistas Ted Sartori e Almir Rizzatto, em 2017, Romualdo Arppi Filho recordou a partida que quase mudou o destino do eterno Camisa 10, que à época estava prestes a completar 16 anos. “Nem árbitro eu era ainda. Era sócio da Portuguesa Santista e apitava alguns jogos da várzea. Só que houve uma greve de árbitros da Liga de Futebol Amador de Santos, que promovia o torneio, e foram me buscar em casa, sabendo que eu apitava. Expliquei que não tinha roupa nem apito. Eles arranjaram tudo e fui para o jogo”, contou Romualdo Na decisão, o Santos perdeu o título, ao ser derrotado por 1 a 0 pelo Leão da Caneleira. Em perdeu uma cobrança de pênalti, chutando por cima do travessão. O lance teria deixado o jovem jogador desolado, aos prantos. Pelé, inclusive, chegou a pensar em retonar a Bauru para ficar junto com os pais, tamanha desilusão com a cobrança desperdiçada. O destino, porém, traçou outro roteiro para o futuro Rei do Futebol.