[[legacy_image_252605]] O atacante Robinho, condenado na Itália a nove anos de prisão por estupro coletivo, indicou cinco advogados para defesa no processo que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e discute o cumprimento da pena no Brasil. Três deles são primos do vice-presidente da República Geraldo Alckmin (PSB). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Entre os indicados, está José Eduardo Rangel de Alckmin, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). João Paulo Chaves de Alckmin e José Augusto Rangel de Alckmin também integram o grupo, que ainda é composto por Pedro Júnior Rosalino Braule Pinto e Rodrigo Otavio Barbosa de Alencastro. A tramitação na Corte Superior acontece após o Ministério da Justiça receber pedido da Justiça italiana para que Robinho cumpra a pena em solo brasileiro, já que o País não extradita cidadãos natos. A presidente da Corte, ministra Maria Thereza de Assis Moura, é a relatora do caso. Na semana passada, ela negou um pedido feito pela União Brasileira de Mulheres (UBM) para que Robinho tivesse o passaporte retido. A associação civil alegou risco do jogador deixar o Brasil, caso tenha que cumprir a pena no País. Em fevereiro, a ministra determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) informasse endereços em que Robinho pudesse ser citado. Além de demonstrar parecer favorável à prisão, a PGR indicou quatro locais, sendo dois em São Vicente, um em Guarujá e outro em Santos, onde Robinho poderia ser encontrado. Caso Robinho O atleta e o amigo Ricardo Falco foram condenados na Itália a nove anos de prisão por estupro coletivo cometido em 2013, quando Robinho defendia o Milan. As investigações apontaram que Robinho, Falco e outros quatro amigos teriam estuprado uma jovem albanesa no camarim de uma boate, em Milão. A condenação em primeira instância ocorreu em dezembro de 2017, sendo confirmada pela Suprema Corte da Itália no ano passado.