[[legacy_image_4395]] Malcom fez a sua estreia pelo Zenit, no último sábado (3), no empate contra o Krasnodar em 1 a 1, pela quarta rodada do Campeonato Russo. No entanto, o brasileiro, recém-contratado, já foi hostilizado por uma parte da torcida do clube, que defende que a "ausência de jogadores negros é uma tradição". Um grupo ergueu uma faixa no estádio com os dizeres: "Obrigado direção pela lealdade às tradições", em referência a chegada do brasileiro, contratado junto ao Barcelona por 40 milhões de euros. A frase remetia a um manifesto, publicado em um site russo, por um grupo intitulado "Seleção 12". O texto recebeu o nome de "O Zenit e os jogadores negros". "Não somos racistas e, para nós, a ausência de jogadores negros é uma tradição importante, que enfatiza a identidade do clube e nada mais. Nós, como o clube mais a norte das grandes cidades europeias, nunca estivemos mentalmente ligados a África, assim como com a América do Sul, Austrália ou Oceânia. Não temos nada contra os habitantes desses países e de outros continentes, mas, ao mesmo tempo, queremos jogadores que seja espiritualmente próximos ao Zenit", diz um trecho do manifesto. Em campo, Malcom atuou até os 26 minutos do segundo tempo, quando foi substituído por Aleksei Sutormin. Além do meia-atacante, o time ainda possui o lateral Douglas Santos. A equipe ainda conta com outros sul-americanos como Christian Noboa (Equador), Wilmar Barrios (Colômbia) e os argentinos Matías Kranevitter, Sebastián Driussi e Emiliano Rigoni.