Frederico Barreiros, presidente da Portuguesa, falou sobre os planos do clube para a próxima temporada (Alexsander Ferraz/AT) A temporada 2027 já começou para a Portuguesa Santista. De volta à Série A2 do Campeonato Paulista, o clube quer melhorar a estrutura e montar um time competitivo, dando continuidade ao trabalho bem-sucedido deste ano. Diante dos desafios, a gestão promoveu nesta sexta (4) o Briosa Day, que reuniu empresários, convidados e jornalistas, no Sheraton Santos Hotel, para apresentação dos planos para o próximo ano. "O principal objetivo do evento é se apresentar melhor para o mercado, para as principais empresas da região. Apresentar os resultados que a gente teve, não só desportivos, que é de conhecimento de todos, mas mostrar um pouco do que a gente fez na organização do clube. Buscar credibilidade e, quem sabe, ganhar novos relacionamentos e melhores resultados", disse o presidente Frederico Barreiros. O dirigente assumiu a Portuguesa em julho do ano passado, meses após o rebaixamento à terceira divisão paulista, e teve como primeira meta reorganizar o clube para iniciar o caminho de volta à Série A2. O retorno do técnico Sérgio Guedes, em setembro passado, foi fundamental para o êxito em campo. "Foi uma campanha especial, e isso passa desde a escolha do treinador ao trabalho da direção de futebol, da minha participação, de alguma forma, mas principalmente da forma como a Portuguesa foi abraçada pelo torcedor, pela cidade de Santos", aponta Barreiros. O acolhimento vivenciado pela Briosa faz com que o dirigente aposte na captação de novos parceiros, que possam fazer o clube dar passos maiores num futuro próximo. "Tem espaço para a Portuguesa ser abraçada, para as empresas olharem para a gente, entenderem que somos um patrimônio histórico. A gente representa muita coisa da nossa Cidade e pode caminhar junto, pode ser grande também". Bons exemplos vêm do Interior Durante a apresentação, Barreiros comparou dados da Cidade com Novo Horizonte e Mirassol, no interior paulista, que conseguiram colocar Novorizontino e Mirassol no cenário nacional e até internacional, no caso do Leão, que disputou este ano a Copa Libertadores pela primeira vez. Em 2005, o Mirassol estava na Série A3 paulista e quatro anos depois, integrava a elite de São Paulo, além de disputar a Série D do Brasileiro. O Novorizontino jogava a Série A3 paulista em 2014 e, em 2018, também estava no Paulistão e na Série D nacional. Projetando o futuro da Briosa, o clube almeja voltar à elite estadual até 2029, quando também estaria na disputa da Série D. O caminho para repetir o sucesso de cidades com populações bem menores, em regiões com menor poder econômico - Novo Horizonte tem 39 mil habitantes e Mirassol, 65 mil; enquanto Santos tem 430 mil) - depende da adesão de parceiros ao projeto da Briosa. Com planos de fazer melhorias no Estádio Ulrico Mursa e ter um centro de treinamento, o dirigente sabe que o anseio maior do torcedor é sempre o time em campo. "Eu não vou ser leviano de dizer que o acesso (à elite paulista) é fácil, mas a gente tem que mirar no acesso. Se vamos conseguir ou não é outra história. O que a gente não pode é passar sufoco de novo, como foi em 2025, de brigar para não cair. Acho que isso faz muito mal para o clube, não só desportivamente, mas a relação com a Cidade e o torcedor", disse Barreiros. A criação de uma SAF da Portuguesa também foi tema no evento, como uma possibilidade para ser analisada pelo clube no futuro. Sérgio Guedes de olho no elenco De olho na próxima temporada, o técnico Sérgio Guedes monitora o mercado e faz contatos para iniciar, mais uma vez, o trabalho de formação do elenco que vai disputar a Série A2 2027. A ideia do treinador é ter o grupo formado em novembro, dois meses antes do início do campeonato, que deve acontecer em janeiro. Profundo conhecedor da Briosa e das divisões de acesso paulista, o técnico sabe que o clube precisa de um orçamento maior para jogar a segunda divisão. "A Série A2 é um outro tamanho, uma outra exigência. Mas eu sou muito otimista por conhecer bem o clube, por ter a liberdade que eu tenho. Estou direcionando algumas coisas, sem nada concreto, mas caminhando para alguma coisa que possa fazer com que a gente seja bem representado". Guedes também observa jogadores da base que possam integrar o elenco, mas sabe que o nível de exigência da Série A2 requer atletas experientes. "A gente tem que formar de novo, perde os jogadores até pelo êxito. Olhando na base com muito critério, muito carinho, porque também não é ideal. Mas aquilo que o mercado nos favorece, a relação que a gente tem com o futebol, isso, de uma certa forma, me dá uma retaguarda para construir um elenco"