O piloto chegou a ser socorrido após o acidente mas não resistiu (Arquivo Pessoal) O piloto de asa-delta Paulo Rogério Gimenes, o Rogerinho, de 51 anos, de São Vicente, morreu nesta terça-feira (25), após ficar cerca de dez dias internado. Ele voava em Minas Gerais (MG) e atingiu um cabo de alta tensão em 18 de fevereiro. O piloto chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Rogerinho deixa duas filhas e um neto. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Rogerinho era experiente na prática, e, inclusive, medalhista ao conquistar a terceira posição no Mundial de asa-delta em 2023, realizado na Macedônia. "Era um piloto excepcional, fazia parte da seleção brasileira de asa delta. Aqui (no Morro do Voturuá, onde há saltos de parapente e voos de asa-delta) só trouxe alegria para nosso clube, com mais de 30 anos de voo", diz o amigo e instrutor de asa-delta e parapente Eládio Nascimento. "Não tenho palavras para descrever esse ser humano que ele era. Perdi um grande amigo", completa. Rogerinho atingiu um fio de alta tensão ao tentar pousar em uma fazenda em Jacutinga, em Minas Gerais, por ter perdido altitude. "Entrou o choque pela mão e saiu pelo pé", relata Eládio. Confederação Através das redes sociais, a Confederação Brasileira de Voo Livre lamentou a morte do piloto. Ele levou a bandeira do Brasil ao pódio no Mundial de Asa Delta em 2023, conquistando o terceiro lugar por equipes. Ainda segundo a entidade, Rogerinho estava se preparando para, em 2025, representar o Brasil no Mundial da Espanha.