Oscar Schmidt é considerado uma das lendas do esporte brasileiro (Marcelo Justo/ AT/ Arquivo) O basquete brasileiro está de luto. Morreu nesta sexta-feira (17) , aos 68 anos, o ex-jogador Oscar Schmidt, um dos maiores nomes do esporte no Brasil. Ele passou mal e foi levado ao Hospital Municipal Santa Ana, que fica em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, mas não resistiu. Oscar é irmão do jornalista Tadeu Schmidt, apresentador do Big Brother Brasil. Ele deixa a mulher, Maria Cristina, e dois filhos, Filipe e Stephanie. A família se pronunciou sobre a morte de Oscar. "Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida. Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo", "Em outro trecho, explica que "a despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento. Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória.". Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Oscar, o Mão Santa, fez história com a camisa da seleção brasileira de basquete, tornando-se o maior pontuador na história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos acumulados em cinco edições. Também foi um dos protagonistas da épica conquista dos Jogos Pan-americanos de 1987, sobre os Estados Unidos em Indianápolis. O feito brasileiro foi um dos fatores que levaram os norte-americanos a criarem o Dream Team, com estrelas da NBA, na Olimpíada de Barcelona, em 1992. Mesmo assim, o basquete americano se rendeu a Oscar. Ele foi eleito para o Hall da Fama do basquete de Springfield, em Massachusetts. Em uma cerimônia no grandioso Symphony Hall, o Mão Santa recebeu a honraria das mãos de um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos: Larry Bird, ex-craque do Boston Celtics. Mesmo o astro Kobe Bryant, morto em janeiro de 2020, não escondia a sua admiração pelo Mão Santa. Oscar Schmidt ostentava, com orgulho, a recusa em atuar na liga norte-americana, que era condicionada a não jogar mais pelo Brasil. “Me ofereceram um 'no cut contract' (contrato que garante que um atleta permaneça na escalação da equipe por um período especificado, recebendo seu salário integral mesmo que seja cortado, dispensado ou sofra lesão). Eu recusei e falei: a NBA não chega aos pés da minha seleção brasileira. Eu ia arrebentar na NBA. Eles não sabem o que perderam”, disse em entrevista à CNN Brasil. Oscar também foi campeão mundial de basquete pelo Sírio, em 1979.