Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro completam nesta quarta-feira (5) 10 anos do seu início. A jornada em terras brasileiras foi marcada por muita emoção e sete medalhas de ouro para o Brasil. Na Baixada Santista, a festa começou antes, no dia 22 de julho. Foi quando a chama olímpica teve o revezamento da tocha passando por Praia Grande, Guarujá, São Vicente e Santos. Dezenas de esportistas puderam participar da corrida – o Rei Pelé, da sacada do museu que leva seu nome, tomou parte na festa. Confira cinco depoimentos de quem viveu a emoção daquele dia. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Danielle Zangrando. Ex-judoca, campeã pan-americana em 2007 “Saímos do Rebouças, mas eu participei do revezamento na Avenida Afonso Pena. Lembro que havia um número restrito de pessoas que iam participar, e eu não estava na lista. Fui incluída “aos 48 do segundo tempo” graças ao Rogério (Sampaio) – e nem estávamos juntos ainda. E, coincidentemente, eu caí justo com a minha parceira Priscila Marques, de quem recebi a chama olímpica. Me ofereceram participar do revezamento no Nordeste, mas recusei. Queria que fosse em Santos. Fora que tinha muita gente querida no meu grupo. Então, eu conduzi a tocha na minha Cidade, e depois eu fui para o Rio como comentarista. Não tem jeito: atleta olímpico é algo para sempre”. Leandro Guilheiro. Ex-judoca, medalhista olímpico em Atenas 2004 e Pequim 2008 “Aquele dia foi muito especial, muito divertido. Eu lembro da gente no ônibus, que ia parando a cada ponto relativo ao local onde você receberia a tocha. Era um grupo bastante eclético, de esportistas e não esportistas. O Picuruta Salazar estava no ônibus, então foi muito legal. E o fato de eu ter recebido a tocha no centro do gramado da Vila Belmiro, um lugar tão simbólico, onde o Pelé fez carreira, para mim tem um significado muito grande. Eu sou judoca, não sou jogador de futebol, mas tive momentos especiais ali no gramado da Vila. Eu recebi (a chama olímpica) do Negrelli. Ele falou umas palavras muito legais quando passou a tocha para mim, que era um privilégio e uma honra passar a tocha para mim”, recorda. Leandro Guilheiro (Alberto Marques/AT) Rogério Sampaio. Ex-judoca, campeão olímpico em Barcelona 1992 “Participar do revezamento da tocha dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro foi uma das grandes emoções da minha vida. Cidade lotada, uma grande festa. Alguns dias antes da abertura oficial dos Jogos Olímpicos, revivi os momentos da minha participação nos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992, embora o revezamento da tocha do Rio tenha ocorrido muitos anos depois. Eu recebi a tocha das mãos do Marcos Santini (diretor-presidente de A Tribuna), um amigo, e tive a oportunidade de entregar a chama para o Caio Ribeiro, que é comentarista da TV Globo, com quem tive contato quando passei pela emissora. Foi uma grande festa, e minha família esteve presente. Um dos momentos inesquecíveis da minha carreira”, afirma. Rogério Sampaio (Fernanda Luz/AT) Beth Gomes. Paratleta, bicampeã paralímpica em Tóquio 2021 e Paris 2024 “Foi uma emoção muito grande poder carregar o maior símbolo olímpico e, para nós, que somos paralímpicos, também foi emocionante, algo como viver um sonho que começou lá atrás, quando ainda era jogadora de vôlei. Ver o público aplaudir e reverenciar fica na memória para sempre. É mostrar que o mundo pode viver em paz. Quando eu recebi a tocha, no Aquário, a chama veio para mim do mar. Então foi uma emoção muito grande poder rodar na minha cadeira de rodas até o fim. Fechei o ciclo da caminhada da tocha aqui em Santos. Foi uma festa muito grande, uma emoção. Que todos os atletas possam um dia conduzir uma tocha olímpica ou paralímpica, representando sua cidade e o Brasil”. Beth Gomes (Irandy Ribas/AT) Nathan Torquato. Lutador de taekwondo, campeão palímpico em Tóqui 2021 “Até 2016, eu ainda não competia no esporte paralímpico e não havia o taekwondo no programa - ele foi introduzido em Tóquio. Até então, não tinha ideia de que estaria presente na próxima edição dos Jogos como atleta e trazendo a medalha de ouro inédita. Por isso, foi muito especial. Guardo (uma réplica) a tocha aqui na minha casa com muito orgulho. Além disso, pude carregar a tocha na minha Cidade, Praia Grande. Foi um acontecimento histórico. Lembro que, para as pessoas serem selecionadas para participar do revezamento, tinham que se inscrever e tudo mais. Aí passava por uma análise da organização e você era selecionado. Eu não me inscrevi, mas fui indicado por alguma pessoa, que até hoje não sei quem foi”, conta. Nathan Torquato (Alberto Marques/AT)