Valmir Nunes volta a correr no próximo dia 27, nas 100 milhas de Charleston, uma corrida com 161 km (Divulgação) Conhecido por conquistar as maiores e mais duras corridas de longa distância do mundo, o santista Valmir Nunes quer, agora, superar a idade. Aos 60 anos, ele voltará a competir e os planos são ambiciosos, nada menos que a Badwater, prova de 217 km no Deserto do Vale da Morte, na Califórnia (EUA), conhecido por ser um dos lugares mais quentes do mundo. Valmir fez sua última disputa em novembro de 2021, na Carolina do Sul (EUA). Antes do desafio principal, marcado para 2025, ele volta a correr já no próximo dia 27, nas 100 milhas de Charleston, também na Carolina do Sul, uma corrida com 161 km. “Amo correr e só deixei de competir devido a problemas pessoais. Além do físico, preciso estar mentalmente bem”, relata Valmir, vitorioso em mais de 30 ultramaratonas. Além da Badwater, está nos planos a 100 Milhas de Buffalo, em agosto, no estado de Nova Iorque (EUA). Apesar de não estar competindo, Valmir manteve os treinos diários, entre as praias de Santos e os Estados Unidos. “Meu objetivo agora é buscar empresas para apoiar o projeto. A Badwater gera um custo alto, porque preciso de uma boa equipe de apoio, com quatro pessoas para completar o desafio”, anuncia. “Estou com 60 anos, mas me sinto bem fisicamente e gosto muito da rotina de comer, descansar e correr”, fala o ultramaratonista, que depois da prova do dia 27, segue para Miami, para iniciar a preparação mais específica. “A partir de janeiro, vou focar somente nos meus treinos e correr algumas corridas de 50 km a 80 km de trail”, destaca. Na Badwater, venceu em 2007, sendo o primeiro corredor a completar em menos de 24 horas, com 22h51min29s. Nessa prova, da linha de largada no Vale da Morte até a chegada no alto do Monte Whitney, a 2.533 metros, os atletas enfrentam situações adversas, desde o frio até o calor de mais de 50 graus. Não há pontos de apoio ou hidratação e os atletas precisam ter suas equipes próprias.