Manga, morreu aos 87 anos nesta terça-feira (8), no Rio de Janeiro, vítima de um câncer de próstata (Reprodução/Botafogo F.R.) O ex-goleiro Haílton Corrêa de Arruda, conhecido como Manga, morreu nesta terça-feira (8), aos 87 anos, no Rio de Janeiro. Ele lutava contra um câncer de próstata. Titular da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1966, Manga é lembrado como um dos maiores goleiros da história do futebol. Ídolo de clubes como Botafogo e Internacional, ele brilhou nos dois times: foi bicampeão carioca com o Alvinegro e bicampeão brasileiro com o Colorado. Pela seleção, jogou ao lado de lendas como Garrincha, Zagallo, Nilton Santos, Didi, Gérson e Jairzinho. No Uruguai, Manga também é reverenciado pela torcida do Nacional, onde conquistou quatro campeonatos uruguaios e a Libertadores de 1971. Ele nasceu em Pernambuco e iniciou sua carreira no Sport. Também defendeu o Operário-MS, Coritiba, Grêmio e o Barcelona de Guayaquil, no Equador. Estava prestes a completar 88 anos no próximo dia 26 de abril — data que, em sua homenagem, é celebrada como o "Dia do Goleiro". Nas redes sociais, clubes e torcedores prestaram homenagens. O Botafogo lamentou a perda do "inesquecível ex-goleiro" e colocou o salão nobre da sede de General Severiano à disposição para o velório. Manga defendeu o clube entre 1959 e 1968, período em que venceu os estaduais de 1961/62 e 1967/68. Com 442 partidas, é o quarto jogador que mais vezes vestiu a camisa alvinegra. No Internacional, além dos títulos brasileiros de 1975 e 1976, foi tricampeão gaúcho entre 1974 e 1976. O clube expressou “imenso pesar” e destacou a coragem do ex-goleiro, que atuou na final do Brasileirão de 1975 mesmo com dois dedos quebrados. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também prestou homenagem. O presidente Ednaldo Rodrigues determinou um minuto de silêncio em todas as partidas das Séries A e B do Campeonato Brasileiro. “A morte do Manga entristece todos os amantes do futebol. Ele faz parte da nossa história e merece todas as homenagens”, disse o dirigente.