[[legacy_image_81168]] “O clima na arquibancada era de extrema tristeza. Muitas pessoas chorando. Ninguém aceitando aquela despedida. Parecia um velório num campo de futebol. Ver o Brasil sem Pelé era como deixar a torcida órfã”. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O desabafo vem acompanhado de um tom de nostalgia. Mesmo passados 50 anos do último jogo de Pelé pela Seleção Brasileira, o sentimento de luto segue na memória de Mauro Prais, que naquele 18 de julho de 1971, ainda adolescente, assistiu à última atuação do Rei do Futebol no Maracanã. Fã de Roberto Dinamite, ele, com 64 anos, coloca Pelé, ainda hoje, na condição de ídolo incomparável junto à Seleção Brasileira. “O Pelé conseguia unir as quatro grandes torcidas do Rio. Você sabia que o seu time iria perder para o Santos, mas todos compareciam ao Maracanã para ver o Pelé em campo”. Isso acontecia regularmente. O Santos desfilava seu talento pelo Brasil sob o comando do camisa 10. A partida que marcou o fim do ciclo do Rei terminou em empate de 2 a 2 com a Iugoslávia. Apesar de ter sido titular do time que conquistou a Copa de 1970, no México, Clodoaldo pertencia a uma geração mais nova. “Sou um privilegiado. Comecei a treinar contra o Pelé com 15 anos e, aos 17, passei a jogar ao seu lado no Santos. O sentimento dele era de que tinha cumprido a missão com a Seleção Brasileira. Mas ele tinha condição de jogar mais uns dez anos”, diz o volante. Chamado de Reizinho do Parque, coube a Rivellino a missão de vestir a camisa 10 consagrada por Pelé após a sua aposentadoria. “Pelé representava muito para mim e nunca aceitei comparação com ele. A distância para o Pelé é muito grande”, diz. Naquele mesmo dia, Zico, com 18 anos, atuou pela seleção carioca de juvenis contra o Vasco, campeão da categoria e recorda o ambiente. “Todo mundo triste. O estádio já estava lotado. E para um garoto como eu, jogar num Maracanã cheio, fazer um gol num dia de despedida do maior de todos, é especial mesmo”, fala o Galinho