A Federação Francesa de Futebol (FFF) retirou oficialmente seu apoio à reeleição de Gianni Infantino na presidência da Fifa, em alinhamento à posição da Uefa. O órgão da França ainda prometeu estruturar um plano para uma "transformação profunda" na entidade mundial. A França é um dos membros fundadores da Fifa, junto de Bélgica, Dinamarca, Holanda, Espanha, Suécia e Suíça, em 1904. A posição foi formalizada após uma reunião do presidente Philippe Diallo com a Comissão Executiva da FFF. Inicialmente, a França era uma das apoiadoras do atual presidente, que tenta o quarto mandato. Os franceses criticam Infantino a partir da proposta que buscava investimento privado na Fifa, a Fifa Forward Enterprise (FFE). "Um projeto com um impacto tão significativo no futuro do futebol não poderia ser considerado sem informações completas, consultas aprofundadas e um processo de tomada de decisão totalmente transparente. A governança da Fifa não está à altura do que o futebol representa", disse Diallo. O comunicado enalteceu a posição da Uefa, que tem sido uma das principais opositoras de Infantino. "A FFF apela ao desenvolvimento, em consulta com as confederações, federações nacionais e todas as partes interessadas, de um projeto para que o futebol mundial realize uma reforma completa da governança da Fifa e continue o desenvolvimento do futebol, combinando excelência e solidariedade", diz um trecho. A promessa da federação é consultar figuras com experiência na gestão do futebol e, a partir disso, formular uma proposta de reformulação de governança. Não foi apresentado um prazo para que isso seja apresentado. A eleição presidencial da Fifa ocorre em março, no congresso da entidade, a ser realizado em Rabat, no Marrocos. As candidaturas devem ser oficializadas até novembro.