[[legacy_image_49286]] Uma denúncia de assédio sexual contra uma funcionária da Nike teria motivado o rompimento de contrato entre a fornecedora de material esportivo e Neymar, atacante do Paris Saint-Germain e da Seleção Brasileira. As informações são do Wall Street Journal. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! De acordo com a publicação, o caso teria ocorrido em 2016, em Nova York, nos Estados Unidos. Segundo a funcionária, o atacante brasileiro tentou forçá-la a fazer sexo oral em seu quarto de hotel. Na ocasião, a mulher auxiliava na coordenação de eventos e logística para Neymar e sua comitiva. Ao jornal, a assessoria de Neymar negou a acusação. "Neymar Jr. se defenderá contra esses ataques infundados caso alguma denúncia seja apresentada, o que não aconteceu até agora". A porta-voz do atleta ainda disse estranhar que um caso que, supostamente ocorreu em 2016, com alegações de funcionários da Nike, vir à tona somente agora. A equipe do jogador ainda alega que Nike e Neymar se separaram por motivos comerciais. O contrato foi rompido em 2020, mas a Nike não explicou o motivo do fim do vínculo, que ainda teria oito anos de duração. A denúncia teria sido feita em 2018, quando a funcionária descreveu o caso ao setor de recursos humanos e conselho geral da Nike. Ela decidiu falar quando outras mulheres da empresa se apresentaram para compartilhar experiências de assédio e discriminação, como parte de uma pesquisa sobre o tratamento dispensado às mulheres na Nike. A Nike contratou um escritório de advocacia para investigar o caso em 2019 e, então, decidiu parar de patrocinar Neymar, segundo pessoas ouvidas pelo jornal e documentos que a reportagem teve acesso. A empresa teria optado pelo rompimento com o brasileiro após o mesmo não cooperar com a apuração dos fatos. Ao Wall Street Journal, Hilary Krane, do Conselho Geral da Nike, afirmou que a relação com o atleta terminou "porque ele se recusou a cooperar de boa fé com a investigação", mesmo após as alegações confiáveis da funcionária. Ela ainda informou que a Nike nunca se posicionou publicamente porque não houve "nenhum conjunto único de fatos" que permitira a empresa falar substantivamente sobre o assunto. "Seria impróprio para a Nike fazer uma declaração acusatória sem ser capaz de fornecer os fatos de apoio". O casoSegundo Wall Street Journal, caso ocorreu quando Neymar viajou a Nova York, entre o fim de maio e início de junho de 2016 em uma campanha publicitária da Nike. Na ação, ele se encontrou com Michael Jordan em um comercial sobre calçados da marca Air Jordan. A mulher estava trabalhando com outros funcionários da Nike para coordenar a logística de Neymar e sua comitiva para o evento em Manhattan. Após a campanha, o grupo seguiu para a boate Up & Down. Por volta das 2 horas do dia 2 de junho, funcionários do hotel pediram à mulher e a outro funcionário da Nike que ajudassem Neymar, que parecia estar embriagado, a entrar em seu quarto no hotel. A mulher relatou que, quando foi deixada sozinha no quarto com Neymar, ele tirou a cueca e tentou forçá-la a fazer sexo oral. Ela disse que o brasileiro tentou impedi-la de sair do quarto e a perseguiu pelo corredor do hotel enquanto ainda estava despido. A funcionária compartilhou o incidente com amigos, parentes e funcionários da Nike naquela noite e nos dias e semanas seguintes. A funcionária fez uma reclamação formal em 2018, quando outras mulheres da Nike se apresentaram para compartilhar experiências de assédio e discriminação. *com informações do Wall Street Journal