Thalles Lima, de 25 anos, não esquece as origens (Divulgação / Riga FC) As ruas e quadras da Vila Margarida, em São Vicente, moldaram um garoto com grandes sonhos e pés inquietos. Artilheiro da última Uefa Champions League de Futsal, o vicentino Thalles Lima, de 25 anos, não esquece as origens, pois foi no Ginásio Poliesportivo Dondinho (Catiapoã) que deu os primeiros chutes. Atualmente ele defende o Riga FC, da Letônia, e faz sucesso. A relação do garoto com a modalidade começou cedo, aos 6 anos, quando, na ocasião, sua mãe precisava trabalhar e encontrou uma oportunidade de manter o filho próximo ao que ele mais amava: o futebol. “Aos 9 ou 10 anos, me afastei do futebol de campo porque gostava de estar com a bola no pé o tempo todo. E no campo a gente toca menos nela. Foi aí que me apaixonei pelo futsal”, explica. Durante seis anos, o Dondinho foi sua casa esportiva. Lá, sob o olhar do professor Marcelo Fortes, Thalles aprendeu não só as técnicas do futsal, mas, também, valores que carregaria para o resto da vida. De São Vicente, ele seguiu para clubes como Santos e Corinthians. Aos 17 anos, o atleta partiu para a Espanha. Enfrentar a barreira do idioma e a saudade de casa foram alguns dos desafios que ele encarou. “Foi complicado, mas ter brasileiros no time ajudou”, conta. De lá, passou por Portugal até chegar a Letônia, onde é fixo do Riga – no último ano, Thalles faturou os títulos da Copa da Letônia e da Liga Letã. Apesar do sucesso, ele nunca esquece as raízes. Sempre que pode, volta a São Vicente para passar férias. “É gratificante. Dá para olhar para trás e ver tudo o que passamos e conquistamos. Reencontrar amigos e agradecer é muito importante”. Para o jogador, a Vila Margarida e a escolinha do Dondinho integraram os primeiros capítulos de uma trajetória inspiradora. E para aqueles que sonham em seguir os mesmos passos, ele deixa um recado: “A primeira coisa é estudar, obedecer aos pais e ser uma boa criança em casa. As outras coisas a gente conquista com esforço”.