A Copa do Mundo de 2026 promete marcar o fim de uma era no futebol mundial. Após mais de duas décadas protagonizando algumas das maiores rivalidades e conquistas do esporte, Neymar, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo devem disputar pela última vez o principal torneio do planeta. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Os três craques chegam ao Mundial realizado nos Estados Unidos, Canadá e México carregando histórias distintas, mas com um ponto em comum: todos deixaram marcas profundas na história do futebol e ajudaram a definir uma geração de torcedores. Para Messi e Cristiano Ronaldo, a edição de 2026 representará a sexta participação em Copas do Mundo, um feito raro na história do esporte. Já Neymar disputará seu quarto Mundial vestindo a camisa da Seleção Brasileira. Entre os três, apenas o argentino já conquistou o título. Campeão mundial com a Argentina em 2022, Messi chega para sua despedida carregando o status de atual detentor da taça e dono de uma carreira praticamente completa. O camisa 10 argentino também acumula oito prêmios de melhor jogador do mundo, consolidando-se como um dos maiores nomes da história do futebol. Cristiano Ronaldo, por sua vez, segue perseguindo o único grande troféu que ainda falta em sua coleção. Cinco vezes eleito o melhor jogador do planeta, o português construiu uma carreira repleta de títulos por clubes e pela seleção, mas nunca conseguiu erguer a Copa do Mundo. Em 2026, terá sua última oportunidade de realizar esse sonho. Do lado brasileiro, Neymar busca encerrar sua trajetória em Mundiais de forma inédita. Convocado para a competição, o atacante aguarda recuperação de uma lesão na panturrilha para definir suas condições físicas para o torneio. Maior artilheiro da história da Seleção Brasileira, ele ainda tenta alcançar o objetivo que escapou em todas as participações anteriores: conquistar o hexacampeonato para o Brasil. Desde sua estreia em Copas, em 2014, Neymar viveu campanhas marcadas por frustrações. O mais longe que chegou foi à semifinal daquele Mundial, quando a Seleção sofreu a histórica derrota para a Alemanha. Em 2018 e 2022, as eliminações vieram nas quartas de final. A história das Copas mostra, porém, que nem sempre os maiores ídolos conseguem encerrar suas trajetórias da maneira sonhada. Diego Maradona, campeão mundial pela Argentina em 1986, teve uma despedida melancólica em 1994. Após disputar apenas duas partidas nos Estados Unidos, foi suspenso por doping e deixou o torneio de forma precoce. Pelé teve destino oposto. Em sua última Copa, em 1970, liderou uma das seleções mais icônicas da história, conquistando o tricampeonato mundial com atuações memoráveis e consolidando seu legado como Rei do Futebol. Já Ronaldo Fenômeno se despediu em 2006 cercado por expectativas. Mesmo marcando três gols naquela edição, viu a Seleção Brasileira ser eliminada pela França nas quartas de final, encerrando uma campanha considerada decepcionante diante da qualidade do elenco. Na mesma Copa, o francês Zinedine Zidane protagonizou uma das despedidas mais emblemáticas da história do esporte. Depois de conduzir a França à final, foi expulso na prorrogação após dar uma cabeçada em Marco Materazzi. A Itália ficou com o título, enquanto o craque francês encerrou sua carreira de forma tão marcante quanto controversa. Em 2026, Neymar, Messi e Cristiano Ronaldo tentarão evitar finais melancólicos e escrever um último capítulo à altura de suas trajetórias. Independentemente dos resultados, a próxima Copa do Mundo ficará marcada como o adeus de três dos maiores jogadores que o futebol já viu.