(Reprodução) A demissão de Filipe Luís continua a repercutir entre falas de dirigentes do futebol brasileiro. Após Leila Pereira, do Palmeiras, comentar a situação, o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, comentou o caso e rebateu as críticas. A principal questão apontada é o horário da comunicação do desligamento. O Flamengo publicou uma nota anunciando a demissão à 1h, cerca de uma hora após a entrevista coletiva de Filipe Luís depois da goleada por 8 a 0 sobre o Madureira pelo Campeonato Carioca. "Algumas decisões difíceis, se você tomar a decisão às três da manhã, ao meio-dia, às nove da noite de quinta-feira, antes do almoço, depois do jogo, depois de coletiva, não tem hora boa. É sempre difícil. 'Ah, mas foi feito rapidamente'. Foi feito rapidamente porque existe análise de processo de causa e efeito", disse o dirigente a conselheiros rubro-negros em reunião nesta quinta-feira. "Falaram em vergonha. Vergonha para mim é roubar, mentir, enganar, julgar sem conhecimento dos fatos. Os ataques que recebi não vão me fazer comentar fatos que expõem profissionais. Mesmo sendo evidente, as mudanças não apagam o que o Filipe Luís fez no clube, a história que construiu como jogador e treinador. Ele está em um lugar merecido na história do clube. Filipe é querido, quando o ídolo deixa o clube, é um momento difícil para todo mundo. Compreendo parte da torcida. Mudanças em certos momentos são inevitáveis. Quando o Flamengo entra em campo, é uma enorme responsabilidade institucional pelo que significamos e representamos aos torcedores e aos amantes do futebol", completou. Antes da primeira partida da final do Paulistão, nesta quarta-feira, Leila Pereira alfinetou o flamenguista. "Eu já vi vários clubes fazendo esse tipo de coisa e acho uma falta de respeito absurda dispensar qualquer colaborador, funcionário ou profissional no calor dos acontecimentos, à 1h, 2h da manhã. Isso nunca aconteceu. Aliás, também porque eu nunca demiti técnico", declarou Leila em entrevista à CazéTV. O novo técnico flamenguista é o português Leonardo Jardim, que deixou o Cruzeiro após a temporada de 2025. Com o time mineiro, ele foi o terceiro colocado no Brasileirão.