[[legacy_image_311808]] Se tem um clube que possui história no futebol é o Jabaquara Atlético Clube. Afinal, não é qualquer um que revela o maior goleiro do futebol brasileiro de todos os tempos: Gylmar dos Santos Neves, que saiu daqui para o Corinthians e depois voltou para sua terra natal para ser bicampeão mundial com o Santos e a seleção brasileira. E Gylmar não foi o único craque revelado por aqui. Baltazar, o Cabecinha de Ouro, do Corinthians e da seleção, também marcou seus primeiros gols como profissional com a camisa do Jabuca. E teve Brandãozinho, Pagão, Célio Taveira, Melão... E o que falar sobre Marcos, o ponta-direita veloz e habilidoso que foi para o Corinthians e defendeu o Brasil em jogos internacionais? Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O ex-presidente e historiador do clube, Sérgio dos Santos Silveira, ainda ressalta a passagem do artilheiro Baía, dos irmãos Álvaro e Ramiro Valente, Feijó e Getúlio, só para citar alguns dos nomes importantes que defenderam o Leão, que já foi da Ponta da Praia, do Macuco e da Caneleira. Esse Jabuca tem uma história de muita luta, de superar dificuldades, de não se entregar nunca, de encarar de igual para igual os gigantes do futebol paulista. Depois de uma licença de dez anos no futebol profissional, a volta, em 1977, com o professor Milton Ruiz, com os professores José Laudier, Flávio Ciutti, o saudoso Denys Lessa e o massagista Pedrão não foi fácil. Mas nenhum obstáculo foi capaz de impedir que o Leão rugisse forte novamente e se tornasse um revelador de novos talentos como Serginho, Aécio, Fifi, Ivan, Luiz Gustavo, Pedrinho, Marquinhos Gozzi, entre tantos outros. O Jabaquara também voltou a revelar artilheiros como Roberto Cabeleira, Waldir Dias e Sérgio Miller. [[legacy_image_311809]] Esta semana, a convite de A Tribuna, alguns jogadores visitaram o novo Memorial das Conquistas no estádio Espanha. O artilheiro Waldir Dias, que despontou na Caneleira e depois rodou o Brasil marcando gols no estaduais do Pará, Paraná, Santa Catarina e Goiás, falou com muito carinho do clube que abriu as portas para ele no futebol profissional. “Eu tenho muita gratidão. Devo tudo ao Jabaquara, que acreditou no meu futebol quando eu ainda era jogador amador do Itararé, em São Vicente”. Artilheiro de outra geração, Sérgio Miller tem orgulho de afirmar: “Eu sou o maior artilheiro do Jabuca num campeonato. Marquei 25 gols em 26 jogos no Campeonato Paulista da 2ª divisão em 1998, no time dirigido pelo Cassiano Carduz, que contava com jogadores experientes como os laterais Balu e Paulo Róbson, o meia Márcio Fernandes, e o Neizinho ao meu lado no ataque”. O ex-zagueiro Marquinhos Gozzi preferiu enaltecer o trabalho do técnico Milton Ruiz. “Todo mundo sabia que ele era um homem do basquete, mas sabia tudo de futebol e me ensinou muito. Me escalou de líbero, nos anos 1980, quando eu nunca tinha ouvido falar dessa posição”. O meio-campista Bira ainda concluiu: “Eu cheguei da várzea e foi o seo Milton que me ensinou a me posicionar no futebol profissional”. [[legacy_image_311810]] Nessa visita também estavam os pontas Celsinho, Ticó e Divanei, além do zagueiro e meio-campo Pintinha. Todos falaram com admiração da equipe, que sempre dava oportunidades aos jovens da região que sonhavam com o futebol. O Jabaquara sempre foi assim. Contou com a força da colônia espanhola e muitos simpatizantes que não nunca vão deixar morrer essa história de tantas lutas e vitórias de um clube fundador da Federação Paulista de Futebol.