O zagueiro Perea, de 26 anos, tem contrato perto do fim com o Jabuca e sonha em ficar no Brasil (Divulgação Jabaquara AC) Os torcedores do Jabaquara que foram sábado (28) ao Estádio Espanha tiveram o privilégio de ver o popular “gol que Pelé não fez”. O autor do golaço, marcado num chute de antes da linha do meio-campo, foi o zagueiro Perea, herói na vitória por 2 a 1, sobre o Comercial. O triunfo, na penúltima rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A4, garantiu a permanência do Leão da Caneleira na divisão para 2027. Com o gol "viralizado" nas redes, o equatoriano disse para A Tribuna que sonha em jogar o Brasileirão. Nascido em Hamburgo, na Alemanha, filho de mãe equatoriana e pai colombiano, Perea se mudou para o Equador ainda criança. Com dupla cidadania, construiu a carreira no país. A primeira experiência fora veio pela amizade com o técnico do Jabuca, Adriano Piemonte. Perea chegou ao clube em dezembro passado para disputar a Série A4. Titular, fez 13 jogos e marcou dois gols. Um na estreia, na vitória por 1 a 0 sobre o Nacional. E o segundo, antológico, que garantiu a vitória sobre o Comercial. Um gol que vai correr o mundo e ganhar apoio para ser indicado ao Prêmio Puskás, da Fifa. “Vi o goleiro adiantado e mandei a bomba, foi um gol lindo. Estou muito feliz por ajudar o Jabaquara a conquistar esse resultado, que garante a nossa permanência (na Série A4)”, disse Perea. O zagueiro, de 26 anos, 1,95 metro e 90 quilos, mostrou que não se destaca só pela força física. A precisão na batida para anotar o golaço vem, segundo ele, de tentativas nos treinamentos. Fã dos zagueiros Araujo, uruguaio do Barcelona; Arboleda, do São Paulo, e Andrés Micolta, do Pachuca, do México, Perea tem futuro indefinido após a Série A4. Com mais um jogo a cumprir, sábado (4), contra o Araçatuba, Perea sonha em ficar no País. “Não sei onde vou jogar. Quero ficar no Brasil, quero jogar na Série A (do Brasileirão)”, avisa o equatoriano, agora imortalizado na história do Estádio Espanha com o gol antológico.