[[legacy_image_278359]] A santista Kathellen Sousa Feitoza Brasileira, de 27 anos, está de malas prontas para viver mais um sonho: a exemplo de 2019, na França, ela está entre as convocadas pela treinadora Pia Sundhage para a seleção que disputará a Copa do Mundo Feminina, na Austrália e Nova Zelândia, no mês de julho - a estreia do Brasil será contra o Panamá, no dia 24, em Brisbane. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Se, há quatro anos, o sonho da primeira estrela parou nas quartas de final diante das então donas da casa (e que estão no grupo das brasileiras), a zagueira do Real Madrid profetiza: sonha com o dia 20 de agosto, dia da final – de preferência, com a taça na mão. “Eu me imagino defendendo a seleção, ganhando e celebrando o sonho, que é trazer a taça. Me imagino dando orgulho para minha família, e à nação, agradecendo a Deus por estar vivendo tudo isso”, diz. Figurinha carimbada nas convocações de Pia desde 2018, Kathellen não teve vida fácil até chegar o anúncio da vaga no Mundial. Em fevereiro, chegou a fraturar o braço durante um jogo contra o Canadá, pela SheBelieves Cup. A defensora, campeã da Copa América no ano passado, encara a nova oportunidade como recompensa pelo desempenho no futebol europeu. “Creio que jogar na Europa é um aprendizado enorme. Eu tenho experimentado diferentes times de futebol e jogado contra as melhores do mundo. Já enfrentei Lyon, Barcelona, Chelsea... E jogadoras de renome. Então, tenho me adaptado a diferentes estilos de jogo”, avalia. Por conta disso, o anúncio pela TV da lista de Pia Sundhage, por mais previsível que pudesse parecer, teve uma dose de felicidade, extravasada ao lado da amiga Geyse, também chamada para a Copa. Com um detalhe: as duas são rivais na Espanha, já que a segunda é atacante do Barcelona. “Recebi a convocação ao lado da minha família, empresário e da Geyse. Foi incrível, é um sonho poder estar nessa lista”, descreve. Baixada-América-Europa Kathellen é, por assim dizer, a legítima cidadã metropolitana da Baixada Santista. Ela conta que nasceu em Santos, viveu até 14 anos em Cubatão, e até os 18 em São Vicente, antes de sair do País. Atualmente, sua base é em Praia Grande. “Eu joguei futsal grande parte da minha juventude. Joguei Copa TV Tribuna pelo Objetivo São Vicente, mas não cheguei a jogar profissional porque o time local, o Santos, tinha acabado. Assim, optei por ir para fora do País”, relata. Ela iniciou sua trajetória jogando no futebol do exterior. Nos Estados Unidos, jogou na universidade, defendendo Monroe Mustangs e Louisville Cardinals. O bom desempenho chamou a atenção do Bordeaux, da França. Foi atuando no clube francês que a zagueira foi convocada pela primeira vez para a seleção brasileira, em 2018. Após três temporadas na França, foi contratada pela Inter de Milão, última parada antes do Real Madrid. Jogar no Brasil? Ela prefere não fazer planos. “Como jogadora, aprendi a não planejar tão longe o futuro. Tento viver e dar meu máximo no clube em que estou no momento. Mas vejo e acho super legal o quanto o futebol feminino no Brasil está crescendo”, resume. Expectativa e uma rainha Kathellen deve entrar em campo hoje, às 10 horas, contra o Chile, em Brasília, no último amistoso antes do embarque para a Copa. A jogadora reforça o otimismo na análise das adversárias. “Vínhamos fazendo grandes jogos com seleções que são consideradas as potências. Então, eu creio que estamos mais que preparadas”. Ela comemora poder atuar, mais uma vez, ao lado de Marta, eleita a melhor jogadora do mundo por seis vezes. Aos 37 anos, ela disputa o sexto Mundial. “Não tem o que falar da Marta, só pode ser comparada ao Rei Pelé”.