[[legacy_image_345229]] Ao longo de sua carreira, Pelé protagonizou lances geniais e inimagináveis. Em muitas vezes, estufou as redes adversárias. Em outras, a bola pode não ter entrado, mas mesmo assim os lances ficaram para a história em razão da beleza e do ineditismo. Na cobertura da morte do Rei do Futebol, em 29 de dezembro de 2022, A Tribuna não deixou por menos e dedicou a edição inteira do dia seguinte ao assunto que mobilizou o mundo inteiro. Pelé ficou internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, desde um mês antes, 29 de novembro, para uma revisão do tratamento quimioterápico contra um tumor no cólon. O falecimento ocorreu às 15h27, “em decorrência da falência múltipla de órgãos, resultado da progressão do câncer de cólon, associado à sua condição clínica prévia”. Todos os jornalistas do Grupo Tribuna foram convocados para produzir material prévio e posterior para as edições seguintes, ao longo dos dias, até o sepultamento, ocorrido em 3 de janeiro de 2023, na Memorial Necrópole Ecumênica. O velório na Vila Belmiro, que durou 24 horas e varou a madrugada, fez com que os profissionais fossem escalados, em turnos, para que nada escapasse ao longo do período. O trabalho começou ainda na madrugada anterior, poucas horas antes da chegada do corpo do Rei do Futebol ao local, que já recebia os primeiros admiradores. Mais de 230 mil pessoas enfrentaram filas para dizer adeus a Pelé, como ex-jogadores e autoridades do mundo esportivo, como o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e da política nacional e internacional. Todas as edições de A Tribuna deste período - de 30 de dezembro de 2022 a 4 de janeiro de 2023 - foram marcantes, mas a do primeiro dia superou todas as expectativas. Impressa 100% em papel offset, com qualidade bastante superior à tradicional, ela trouxe toda a trajetória do Rei do Futebol, dentro e fora dos gramados. Com direito a fotos inéditas do acervo de A Tribuna, que acompanhou os feitos de Pelé desde sua chegada a Santos, na década de 1950, a edição histórica - de número 44.847 e fruto de um trabalho de fôlego da equipe do Jornal - se esgotou em poucas horas nas bancas de toda a Baixada Santista. Isso fez com que ela fosse novamente impressa nos dias seguintes, sendo tratada por alguns leitores como relíquia, tanto na Vila Belmiro quanto no cortejo de despedida de Pelé. O primeiro caderno da edição especial trouxe a cobertura factual da morte do Rei do Futebol e sua repercussão na região, no Brasil e no exterior, além de crônicas de jornalistas como Eduardo Silva, Carlos Conde e Marcio Calves. Por sua vez, no segundo caderno, histórias que marcaram a trajetória do Rei do Futebol dentro e fora dos gramados.