Revelação santista da marcha atlética vai treinar com Caio Bonfim em Brasília

Kauan da Silva Domingues vai trabalhar com os técnicos João Sena e Gianetti Bonfim, pais e treinadores do medalhista de bronze do último Mundial

Por: De A Tribuna On-line  -  03/01/19  -  17:49
Kauan embarca para Brasília no próximo dia 14
Kauan embarca para Brasília no próximo dia 14   Foto: Arquivo Pessoal

Revelação da marcha atlética nacional, Kauan da Silva Domingues, de 17 anos, vai realizar um período de treinos em Brasília. O atleta do Memorial/Fupes de Santos vai trabalhar com os técnicos João Sena e Gianetti Bonfim, pais e treinadores de Caio Bonfim, quarto colocado nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.


"Eles são os melhores treinadores do país. Sempre estão na Europa, buscando melhor desenvolvimento do esporte", disse o atleta que embarca para o Distrito Federal no próximo dia 14 e só volta para a Baixada Santista no dia 19 de março.


Kauan garantiu bons resultados na última temporada e tem chamado a atenção há muitos anos. Em 2018, por exemplo, foi tricampeão estadual sub-16, sub-18 e sub-20 e medalha de ouro na prova de 10km da Copa do Brasil de Marcha Atlética. Segundo ele, as características do local também trará muitos benefícios para o seu desempenho.


"É um lugar quente, muito seco e com muitas subidas. Isso é bom porque, treinando bem lá, vou conseguir competir bem em quaisquer lugar, condição e clima", revelou o atleta, que não esconde a ansiedade de começar a trabalhar com um dos melhores marchadores do Brasil, Caio Bonfim - bronze no último Mundial da modalidade. "Brasília é o berço da marcha. Os marchadores de lá vão me ajudar bastante", completou.


Kauan espera que o trabalho ajude em um dos principais objetivos da temporada: a classificação para o Pan-Americano de Marcha Sub-20, que será disputado no México.


O início

O adolescente descobriu o atletismo em 2012. À época, o treinador Rodrigo Augusto convidou os alunos para conhecerem as provas da modalidade. Naquele momento, Kauan fez uma brincadeira que mudou sua vida.


"Ele falou sobre a marcha, eu achei engraçado na hora, porque tinha que andar 'rebolando'. Aí, saí rebolando em cima da areia. Ele olhou e falou que eu tinha jeito de marchador. Fiz um teste, passei. Uma semana depois, estava competindo e batendo recorde. Fui para o Estadual pré-mirim e ganhei, batendo o recorde estadual. Isso com uma semana de marcha. Vimos que minha prova era aquela e que poderia alcançar voos maiores", concluiu o marchador, que jogou futebol e lutou caratê por oito anos antes de conhecer o atletismo.


Logo A Tribuna