[[legacy_image_212929]] Um chute. Um chute certeiro pode ter mudado a carreira da lutadora Bruna Brasil. A atleta de MMA nascida em Paranavaí, no Paraná, e que vive e treina em Guarujá, vai disputar o Ultimate Fighting Championship. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios Bruna venceu Marnic Mann, dos Estados Unidos, no peso mosca, no Contender Series, competição que dá vaga para o UFC. Segundo Dana White, presidente do Ultimate Fighting Championship, o chute que deu a vitória para Bruna foi o melhor nocaute de uma mulher no Contender Series. Chutar nunca foi um problema para Bruna, já que ela iniciou a carreira esportiva no futebol. Ela é especialista em luta em pé, mas também se destaca no jiu-jitsu e wrestling. Em conversa com A Tribuna, Bruna Brasil fala de como saiu do futebol para o MMA, da vida com a namorada em Guarujá e, claro, sobre sua tão sonhada classificação para o UFC. Você começou como jogadora de futebol. Por que optou pelo MMA?Eu sempre amei futebol desde que nasci (risos). Joguei pela minha cidade natal quando era novinha, e depois recebi uma oportunidade para jogar profissionalmente no Foz Cataratas. Quando fui dispensada, recebi proposta por outras equipes do estado de São Paulo, mas minha família não tinha condições de me bancar e eu tive que abandonar o futebol. Com 18 para 19 anos, fui fazer a aula experimental de kickboxing em uma praça, e me identifiquei bastante!! Depois de muitos títulos no K1 (kickboxing), vi que para mudar de vida o MMA seria a melhor opção, estava em alta e eu poderia chegar em grandes eventos (como UFC). Nesses últimos cinco anos me dediquei só ao MMA, o que rendeu o grande contrato do UFC. Você é de Paranavaí, no Paraná. Quando você veio para o Guarujá? Por quê?Minha cidade natal é Paranavaí, minha família é de lá também. Mas sou cidadã guarujaense desde que coloquei os pés aqui (risos). Montamos uma equipe (INSANIS MMA 013) eu e minha namorada (Vanessa Messina), que é minha treinadora, e investimos nossos sonhos aqui. A família dela inteira é de Guarujá e eu fui abraçada por essa cidade há mais de 5 anos. Guarujá é uma cidade turística, mas também com pessoas apaixonadas pelo esporte, conseguimos grandes profissionais e tudo flui até hoje. Especialista no chão ou em pé?Especialista no chão ou em pé?Sou especialista em luta em pé, faixa preta de kickboxing, no mundo do MMA sou uma “striker” com muito orgulho. Mas sou faixa roxa de jiu-jitsu e treino muito wrestling, consigo me virar bem na luta agarrada. Você conquistou uma vaga para o UFC após uma vitória no Contender Series. Fale sobre a vitória, o sonho do UFC e como foi ouvir de Dana White que seu nocaute foi o melhor de uma mulher na competição?Logo após o nocaute, tudo parecia estar em câmera lenta! Eu treinei muito aquele chute, já costumo chutar muito em minhas lutas, e quando ele saiu e eu vi ela caindo, pensei: “Pronto acabou” (risos). Fui para a sala de espera para ouvir a fala do Dana White, fiquei ali uns 40 minutos. Mas estava em êxtase, acho que não poderia ter sido melhor! Assim que ele falou que ficou surpreso e comparou meu golpe com grandes lutadores que são do UFC me senti grata e privilegiada. Ansiosa para estrear no UFC? Já tem previsão?Estou animada demais para minha estreia! Estou treinando novamente aqui na cidade, na expectativa para ser chamada. Não me deram previsão, mas sei que assim como eu, eles também estão ansiosos para verem minha estreia, creio que não irá demorar muito. Como é defender o Brasil, inclusive no nome, na elite do MMA?Já carrego o nome e agora me sinto honrada por representar meu país. Sempre sonhei com esse momento. Lembro que, quando o futebol não deu certo, eu sempre tive em meu coração que seria atleta, não importava a modalidade. Sinto que a luta me escolheu, e hoje irei representar o Guarujá e o Brasil com unhas e dentes para honrar toda minha trajetória e conquistar em breve o topo do mundo na maior organização de MMA do mundo.