[[legacy_image_337424]] A principal equipe de natação da Baixada Santista e uma das mais respeitadas do Brasil está ainda mais forte. A Unisanta reuniu ontem os nadadores que integraram a seleção brasileira no Mundial de Doha, no Catar. Gabi Roncatto, Mafê Costa, Beatriz Dizzoti e Guilherme Cachorrão garantiram índice para a Olimpíada de Paris. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Além deles, foram apresentados os novos contratados: Aimê Louise, Evandro Silva, Pedro Motta e Tiago Sena, todos com títulos importantes no currículo. Stephanie Balduccini, que também foi contratada, não compareceu porque está competindo nos Estados Unidos. Em Doha, a equipe ceciliana atuou com cinco nadadores: Stephanie, Gabi, Mafê, Beatriz e Cachorrão. O Brasil obteve as classificações olímpicas nos revezamentos 4x100m e 4×200 feminino e masculino com Mafê, Stephanie e Gabi. A única medalha brasileira na competição foi o bronze da maratonista aquática Ana Marcela Cunha. Nas provas individuais, Mafê e Gabi alcançaram finais inéditas para o Brasil, ambas nos 400m livre. Stephanie foi à final dos 100m livre. Cachorrão, que foi bronze em Budapeste 2022 e quarto lugar em Fukuoka 2023 nos 400m livre, marcou de novo o quarto lugar. O nadador ainda foi à final inédita nos 200m livre. “Foi uma boa participação. Acho que, para a primeira competição do ano, que serve de preparação para a Olimpíada, foi uma boa estreia. Agora tenho que competir mais e melhorar até Paris”, declarou Cachorrão. “Foi uma competição muito importante e para a qual consegui me preparar bem, com viagem e treinamento. Isso ajudou muito no meu desempenho. Agora é treinar ainda mais para conseguir efetivar essa vaga para as Olimpíada”, comentou Gabi. RenovaçãoDurante a apresentação, o técnico Marcel Ferreira, de 37 anos, que completou 13 meses em Santos, destacou o trabalho desenvolvido até aqui. “Quero agradecer por essa grande oportunidade. É bem raro hoje no esporte deixarem um comandante mais jovem liderar os times. Estão acreditando numa filosofia nova. O nosso principal objetivo neste primeiro ano de trabalho era manter e continuar com o investimento para os atletas que já estavam aqui, com qualidade e resultado. Depois fazer essas contratações pontuais, bem pensadas, para se agregar bem a nossa equipe”, disse. Marcel iniciou como nadador, aos 4 anos, no Corinthians. “Comecei a dar treino em 2009 e tive uma evolução muito rápida como treinador e agora como gestor da equipe santista”. E como é trabalhar os atletas num ano tão importante? “É sempre delicado para a natação competitiva. O Brasil é bem cobrado pela imprensa e a gente entende. O esporte de alto nível tem a cobrança natural de cada atleta. O que a gente precisa é conscientizá-los e deixá-los tranquilos para fazerem tudo bem feito”. Alto rendimentoO treinador Fernando Possenti, que é do Comitê Olímpico do Brasil, também acompanhou os treinos de ontem na Unisanta. “Eu tenho um trabalho junto ao COB no qual eu recebo atletas de vários clubes, inclusive aqui de Santos. Tenho atletas do Corinthians, do Minas Tênis Clube. É um trabalho aberto a todos os atletas que buscam um centro de alto rendimento com um programa relativamente diferenciado. Estou aberto a recebê-los e ajudá-los. Eu trabalho lá desde 2018. A diferença é que, de um período para cá, atletas de natação de piscina se interessaram pelo programa”, explicou. A Tribuna perguntou a Possenti sobre as chances de vitória do Brasil em Paris. Ele foi franco. “Eu acho um ano difícil, se eu falasse que seria fácil eu estaria mentindo. Eu acho um ano difícil porque é um ano em que os atletas vão ter que se superar, ou para repetir os seus resultados, ou para evoluir ainda mais. Tivemos um ciclo olímpico marcado pela pandemia, no qual a incerteza em diversas regiões do mundo causou resultados não tão expressivos. Já neste novo ciclo, as pessoas tiveram tempo suficiente para se preparar. Isso faz com que o Brasil, que peca ainda em organização e planejamento, sempre tenha que correr atrás do prejuízo”. Apesar de apontar obstáculos, Possenti não descarta a chance de triunfos. “É um ano complicado, mas a gente confia na capacidade do brasileiro de se superar. De todo o estafe, de todo treinador, médico, e todo mundo que trabalha envolvido no esporte”.