[[legacy_image_283351]] A maior Copa do Mundo de futebol feminino de todos os tempos já começou e a seleção brasileira estreia na segunda-feira (24), às 8h, contra o Panamá, no Hindmarsh Stadium, em Adelaide, na Austrália, com transmissão da TV Tribuna. A proximidade do primeiro jogo do Brasil motiva ainda mais as meninas que jogam futebol em clubes, colégios ou escolinhas da Baixada Santista. Cada vez mais garotas se encantam com o esporte. A Rainha Marta continua sendo a maior inspiração, mas elas conhecem várias jogadoras, acompanham os campeonatos e sonham em ser profissionais. A Tribuna esteve na última semana no Ginásio do Gremetal, na Vila Mathias, em Santos, para conversar com quatro jogadoras de futsal apaixonadas pelo jogo. E no local onde o craque Neymar marcou muitos gols no início de carreira estão surgindo jovens talentosas com técnica e muita determinação. Em algumas categorias no futsal, elas ainda jogam contra meninos e não se incomodam porque já demonstram personalidade e a paixão pelo esporte fala cada vez mais alto. A Reportagem reuniu a goleira Sophia Antonella Alejo Silva, de 14 anos, a mais experiente do grupo, e as pivôs Maria Eduarda Ribeiro Gomes, Isis Gama de Freitas, as duas de 11 anos, e Sophia Ribeiro de Oliveira, a caçula da turma, com 10 anos. Ao conversar com elas, é possível perceber de cara que as meninas são encantadoras. No bate-papo, dá para notar o brilho nos olhos e a felicidade por praticarem o esporte. Elas têm noção que o futebol feminino ainda pode crescer mais e sonham em defender a seleção brasileira um dia. Talento puroSophia está confiante em seguir a carreira e tem confiança. Perguntada sobre a possibilidade de, um dia, defender o Brasil em uma Copa do Mundo, ela não se intimidou. “Quem sabe, daqui a duas edições da Copa eu possa estar na seleção”. E não duvide dessa garota, que contou que virou goleira por acaso. “Comecei jogando na linha, como pivô, mas uma vez que precisaram, eu fui para o gol e gostei bastante. Eu me senti melhor no gol e agora venho treinando bastante e me dedicando”. Já Isis é habilidosa e rápida nos dribles. Interessou-se pelo futsal porque o irmão já jogava e agora não perde um treino. “Eu comecei por causa dele, me interessei e estou há dois anos no Gremetal”. Maria Eduarda também é pivô e abriu um sorriso para contar a história dela. “Eu via meus primos jogando e dava vontade de jogar futebol também. Aí, a minha mãe me colocou este ano no Gremetal”. A outra pivô é a Sophia Ribeiro, que tem uma história parecida com a de Maria Eduarda. “Eu jogava futebol em casa com o meu primo e a minha avó falava que não queria que jogasse lá para não incomodar os vizinhos. Meu primo veio para o Gremetal e perguntei para o treinador dele se eu podia treinar também. O técnico deixou. No dia seguinte, eu joguei e tive uma experiência muito legal”. As meninas estão sempre acompanhadas de suas mães e avós, que transbordam orgulho e ficam grudadas no alambrado vendo o desenvolvimento das filhas e netas. ReferênciasO mais animador é que essas garotas são apaixonadas pelo esporte. As três pivôs, por exemplo, são muito fãs da Marta. “Ela é um ícone do futebol há mais de uma década. Além de ser habilidosa, é a melhor da história”, disse Isis. “A Marta é uma jogadora diferente. É uma pessoa muito boa e é craque”, diz Maria Eduarda. A caçula Sophia Ribeiro vai além para falar da Rainha. “Eu acho que a Marta é muito boa e ela mostrou o poder das mulheres no futebol”. Já a goleira Sophia Antonella é fã das defensoras do Brasil. “A Letícia, goleira do Corinthians, é uma inspiração para mim. Ela defende muito, mas também acompanho bastante a Bárbara, do Flamengo, e a Camila, do Santos. São três paredões no gol da seleção”. Confiantes, elas só esperam a bola rolar para torcer pela seleção brasileira em busca do inédito título da Copa do Mundo. Opiniões“Quero acompanhar todos os jogos da Copa do Mundo e eu estou confiante. Com a Marta em campo, o Brasil tem chances de ganhar porque ficou mais forte nos últimos anos”Maria Eduarda Ribeiro Gomes - Pivô, 11 anos “Eu torço pelas meninas da seleção. Que façam um bom campeonato para representar bem o Brasil. Tem muitas atletas boas em todas as posições. Estamos em boas mãos”Sophia Antonella Alejo Silva - Goleira, 14 anos “Essa Copa do Mundo na Austrália e na Nova Zelândia é um grande avanço para o futebol feminino ganhar espaço. Está tendo o mesmo interesse que o futebol dos homens”Isis Gama de Freitas - Pivô, 11 anos “Eu estou com uma expectativa muito legal e eu acho que elas (seleção brasileira) vão ganhar a Copa do Mundo. Vou ver e torcer em todos os jogos com a minha família”Sophia Ribeiro de Oliveira - Pivô, 10 anos