[[legacy_image_205560]] O ano de 2022 está sendo de muito aprendizado e evolução para a judoca Rafaela Cavalcanti de Souza Rodrigues, de 15 anos, que defende as cores do Clube Internacional de Regatas. A atleta tem conquistado medalhas lutando contra meninas acima da sua idade. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios Rafaela conquistou no mês de julho a medalha de prata, na categoria sub-18, e bronze, na sub-21, da 16ª Copa Rio Internacional de Judô, realizada pela Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro (FJERJ), com chancela da Confederação Brasileira de Judô (CBJ). A competição reuniu mais de mil atletas, de 138 clubes, de 20 Estados e do Distrito Federal. Já em junho, Rafaela venceu o Campeonato Paulista por Faixa, promovido pela Federação Paulista de Judô, em Itapecerica da Serra. Em decorrência da pandemia do novo coronavírus, Rafaela pulou etapas na sua carreira. Ela não disputou a categoria sub-13 e foi direto para competições que exigiam estrangulamento e chave de braço, algo que ela não tinha aprendido. Em entrevista para A Tribuna, Rafaela falou sobre sua temporada em 2022, comemorando o fato de estar aprendendo muito com meninas mais velhas. "Foi um ano com bons resultados com maior dificuldade, pois não competia há um tempo por conta da pandemia. Além de ser um judô diferente, no qual passou a valer estrangulamento e chave de braço. Entretanto, no decorrer do ano, passei a lutar e a ganhar de meninas mais velhas, sentindo evolução no meu judô", disse Rafaela. O treinador do Internacional, Pedro Neri, comemorou o bom ano de Rafaela, considerando seus resultados inesperados. Pedro parabenizou sua atleta pela dedicação. "Nós esperávamos um ano muito difícil. Por ser o primeiro ano de sub-18, ela não era favorita. Mas, pela dedicação dela, ela começou a se destacar. Acabou sendo segunda colocada do ranking, ficando em segundo lugar do Paulista sub-18. Foi um resultado inesperado. Resolvemos fazer uma experiência no sub-21 também. Ela ficou em terceiro lugar na Taça Brasil, lutando bem com meninas de 20 anos. Foi uma grande surpresa. O ano está sendo maravilhoso, acima das expectativas", disse o treinador. Com apenas 15 anos, Rafaela tem gostado da experiência de lutar contra meninas do sub-18 e 21. Ela afirma que a pressão diminui, e com isso, ela consegue ganhar mais experiência. "Eu gostei muito de lutar contra meninas mais velhas, pois entro esperando experiência, sem pressão, e passar a disputar medalhas com elas é muito gratificante." Rafaela vê pontos mais difíceis e outros mais fáceis na questão de lutar contra atletas mais experientes. Ela explica. "A maior dificuldade encontrada em ambas categorias é ter que lutar com meninas mais velhas, mais fortes fisicamente e com técnica mais polida. Já a maior facilidade no sub-18 seria a maior inexperiência das meninas, facilitando uma vitória no chão, por exemplo. E no sub-21, a facilidade é não sentir pressão ao lutar, pelo fato de ainda ser primeiro ano de sub-18", disse Rafaela. Para o treinador Pedro Neri, a principal dificuldade, mas que está ajudando a atleta ganhar experiência, são as novidades encaradas com a chave de braço e o estrangulamento. "Ela veio de uma categoria que não podia fazer isso. Agora, estamos preparando ela para se defender e também aplicar nas advesárias".