[[legacy_image_319936]] O futebol europeu entrou na vida dos meninos brasileiros há mais de 20 anos, por conta dos jogos de videogame e transmissões pela TV. Uma geração cresceu sonhando em ser Kaká, Zidane, Beckham, Ronaldinho Gaúcho e, claro, Messi ou Cristiano Ronaldo. Pois uma escolinha de São Vicente realizou o sonho dos pequenos craques: jogar a icônica Liga dos Campeões da Europa – mas, sem deixar o lado lúdico. (veja vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! As crianças e adolescentes foram divididos em três categorias: de 7 a 9; entre 10 e 12, e entre 13 e 15. Eles representam cinco camisas pesadas da Europa na competição interna, que terminou neste fim de semana: Real Madrid, Barcelona, Borussia Dortmund, Milan e Manchester City. “No ano passado, a gente, aproveitou a Copa do Mundo e fez um campeonato interno, com seleções, entre nossos alunos. Compramos um troféu personalizado e vivenciamos o Mundial com eles. Foram quatro equipes (Argentina, Brasil, Alemanha e França). Tivemos boa adesão e um feedback positivo dos pais. Por isso, resolvemos fazer esse ano, mas com a 'Champions', conta Bruno Dias, um dos professores que comandam a competição. A intenção é de que todos os alunos joguem, mantendo a vontade de brincar. Ao todo, são 12 atletas por time, com seis na linha. “A cada sete minutos a gente vai rodando para que todos joguem. Após a fase de grupos, agora chegamos à decisão”, reforça o outro professor, Gabriel Silva de Morais. Nos detalhesO clima de Liga dos Campeões foi pensado nos mínimos detalhes. Desde a customização dos uniformes com o escudo dos times europeus à compra de uma réplica da “orelhuda”, como é carinhosamente chamado o troféu mais desejado no Velho Continente. Na retaguarda, três apoiadores locais (Sécurité Advocacia, Casa de Móveis 5 Estrelas e Lisishop Placas) ajudam nas despesas. O protocolo de entrada dos times em campo foi demonstrado numa visita da Reportagem à XPlay Escolinha. Como se estivessem num Camp Nou ou Santiago Bernabeu, os pequenos adentravam o campo de grama sintética e aguardavam, perfilados, o sinal de 'ok' dos professores. Do lado de fora, os pais acompanhavam cada passo, e passe, dos seus pequenos. “Não sei se ele vai virar jogador. O futuro, a Deus pertence. Mas é bom vê-lo aqui”, diz a aposentada Delna Martins de Jesus, de 64 anos. Sentada em uma mesa, ela fugia do sol, mas acompanhava os passos do pequeno Victor Matias dos Reis, de 7 anos. “Gosto muito de jogar aqui, de fazer gols”, diz o pequeno fã de Cristiano Ronaldo. No time do Milan, uma valente garotinha de 6 anos não dava espaço aos meninos. Valentina Ferreira Gonçalves de Jesus ainda é pequena no tamanho, mas tem o ímpeto de quem já sonha longe. “Eu gosto de jogar a bola no gol, quero jogar no Santos e na Seleção Brasileira", afirma. Relação com os paisOs pais são um caso à parte nas competições esportivas. Há os que se contentam em torcer e apoiar os filhos, e os que querem ser técnicos fora de campo, passando por cima até dos instrutores. É quando entra em cena a 'psicologia do bom senso'. “Tem pai que vai lá, chama o filho, mas a gente tenta cortar o máximo disso. Falamos para os alunos que aqui eles devem ouvir aos professores. Fizemos reuniões e acompanhamos cada um deles, para entender suas realidades, e como fazem para estar aqui”, acrescenta Bruno. Mas lidar com bola e criança remete a sonho. O oposto é a frustração. Nem todos irão virar profissionais ou ganhar milhões. Mas, ali no espaço instalado no Parque São Vicente, eles podem reinar - ou serem apenas crianças. Veja o vídeo Uma publicação compartilhada por A Tribuna Jornal (@atribunasantos)