[[legacy_image_214587]] Maior vencedor por finalização na história do Ultimate Fighting Championship (UFC), Charles Oliveira, conhecido como Charles do Bronx, lamentou a morte do paratleta de jiu-jitsu Thaynã Higor Cruz da Silva, assassinado com um tiro na cabeça em um restaurante de Praia Grande na quarta-feira (12). Moradores de Guarujá, os dois eram amigos e se conheceram pela paixão em comum ao universo esportivo. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! De acordo com Charles, o paratleta era muito querido e um apoiador de sua carreira. “Estava sempre falando comigo. Um moleque que estava na torcida, sempre no meio do esporte. Me via na musculação, treinos, na rua e me mandava mensagem sempre que eu ia lutar”. [[legacy_image_214588]] O lutador está em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, para a luta contra Islam Makhachev - marcada para o próximo dia 22. Combate em que Do Bronx pode recuperar o cinturão dos pesos leves. “Com o fuso-horário completamente diferente, chegou a notícia 6h30 da manhã (de quinta). Chorei muito porque perder uma pessoa assim é complicado demais”. “Mandei mensagem no grupo dos meninos da academia e falei que hoje, infelizmente, a gente não pode sair para comer com os amigos, namorada, família. É mais fácil ficar trancado dentro de casa, porque não sabe se vai voltar. O mundo de hoje está muito louco”, desabafa o lutador. Charles conta que treinou por muitos anos com o paratleta, que competia pela Confederação Brasileira de Parajiu-Jitsu (CBPJJ). “Comecei a treinar, depois o Thaynã apareceu ainda moleque e a gente treinava junto. Ele é muito do bem, na dele. Se perguntar para qualquer pessoa sobre o Thaynã, a resposta será sempre de um moleque divertido, sorridente e que acreditou no sonho”, ressalta, dizendo que o jovem de 25 anos venceu um torneio, inclusive, em Abu Dhabi. [[legacy_image_214589]] “Sempre estava nas competições, era muito talentoso. Seguiu o sonho dele e se dedicava, acreditava que podia dar certo”, afirma o atleta, garantindo ainda que Thaynã deixa um grande legado, pois provou que é possível realizar o sonho, independentemente de qualquer dificuldade. “Ele levantava cedo e se dedicava, correu atrás de todos os seus sonhos até o momento do crime. Com certeza, deixa para mim e para outras pessoas o recado de: eu também posso. Nunca será esquecido, sempre vai ser lembrado pelo sorriso e carinho que tinha, pela pessoa que era e pelo que fez pelo esporte”. Na conquista do título mundial de Charles do Bronx em maio do ano passado, Thaynã publicou uma homenagem nas redes sociais, onde falou de sua relação com o lutador. “Não contive o choro em ver essa conquista”, escreveu, relembrando ainda a trajetória de Charles. PlanosJovem, Thaynã tinha muitos planos. O pai dele, Hélio da Silva, contou que o filho de 25 anos estava noivo e planejava se casar no ano que vem. “É um sentimento de injustiça, um sonho interrompido. Tiraram uma realidade dele”. Nas redes sociais, Thaynã compartilhou o vídeo do pedido de casamento que aconteceu em julho do ano passado. (assista abaixo) Relembre o casoThaynã morreu após ser atingido por um disparo de arma de fogo na cabeça enquanto estava em frente um restaurante japonês nesta quarta-feira (12), na Avenida Marechal Mallet, no Canto do Forte, em Praia Grande. Após executar o paratleta, o atirador ainda entrou no estabelecimento e disparou contra um idoso de 67 anos, que chegou a ser socorrido, mas morreu no dia seguinte. Imagens de monitoramento flagraram a ação do criminoso. O atirador, Maurício Souza Alves, de 35 anos, era condenado por sequestro e estava foragido da Justiça desde maio, quando não voltou de uma saidinha temporária. De acordo com apuração da TV Tribuna, o indivíduo teria atirado nas vítimas pensando que eram seguranças.