“O calor nos dá ânimo para sair de casa, realizar novas atividades, ir à praia. Isso sem contar a parte estética também”, afirma a assessora de imprensa Leticia Marques, de 22 anos. Desde que começou a participar de uma assessoria de corrida de rua em paralelo aos treinos na academia, ela, corredora iniciante, se une ao crescente grupo de brasileiros que têm adotado o ato de correr como parte da rotina. Com a chegada do verão e a busca por hábitos mais saudáveis, cresce a motivação. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! A corrida de rua tem se consolidado como uma atividade acessível e de fácil inserção, atraindo pessoas de diferentes condições sociais e físicas. Luiz Fernando Mourão, médico especialista em Medicina do Esporte e Nutrição, acredita que a prática contribui para a democratização do esporte. “Basta a pessoa sair de casa e ir para a rua ou, no caso das cidades da região, para a orla da praia. Estar ao ar livre facilita ainda mais a corrida ou até a caminhada”. Leticia Marques se sente motivada e une a corrida à academia (Arquivo pessoal) O especialista enfatiza que essa facilidade é consequência do estímulo que as temperaturas mais elevadas do verão oferecem. No entanto, ele alerta para os cuidados necessários. “O ideal é começar aos poucos, procurar uma avaliação médica e iniciar de maneira gradativa, permitindo que o corpo se adapte à prática regular do exercício”. Obter uma orientação profissional, segundo Mourão, também é fundamental para acompanhar a progressão com segurança. Ele afirma ainda que a faixa etária não deve ser um empecilho. “Seja jovem ou idoso, o importante é respeitar os limites do corpo”. Em 2023, o Brasil contabilizou cerca de 13 milhões de corredores, sendo 47% mulheres e 53% homens, de acordo com a Ticket Sports, uma das maiores plataformas de inscrições para eventos esportivos no País. Além disso, a empresa aponta que houve um aumento de 20% em relação a 2022 nas corridas praticadas em território nacional e que a tendência até o final de 2024 é de que haja um crescimento de 45%. Luiz Fernando Mourão acredita que a prática democratiza o esporte no País (Arquivo pessoal) A internet também é um dos fatores responsáveis pela ascensão de atletas na modalidade, e José Aguiar, funcionário público e influenciador digital, é prova disso. Aos 50 anos, assistiu a uma corrida pela TV e ficou motivado a se arriscar no esporte. Com o auxílio de um amigo, começou a correr e, por entretenimento, postar os treinos. Hoje com 67 anos, José é referência para esportistas após acumular mais de 150 mil seguidores nas redes sociais. “Meu maior objetivo sempre foi motivar outras pessoas. Recebo relatos de pessoas com depressão que, através dos meus vídeos, começaram a se inspirar e a praticar o esporte”. Para o treinador de corrida e diretor da assessoria esportiva MF Racing, Erick Jerônimo, de 27 anos, o Verão é um fator a ser considerado, mas ele não acredita que seja o único responsável pelo aumento do interesse na modalidade. Jerônimo afirma que a procura por assessorias esportivas tem registrado aumento nos últimos anos e avalia que esse crescimento é reflexo da ânsia das pessoas por mais qualidade de vida. Por isso, o ideal, segundo ele, é que haja uma abordagem personalizada para cada praticante. “As assessorias esportivas têm sido fundamentais ao oferecer treinos estruturados e acompanhamento individualizado”, afirma. *Reportagem feita como parte do projeto Laboratório de Notícias A Tribuna UniSantos sob supervisão da professora Lidiane Diniz e do diretor de Conteúdo do Grupo Tribuna, Alexandre Lopes.