Rodri teve trajetória de enorme superação para chegar à conquista da Copa do Mundo com a seleção da Espanha. Os espanhóis ergueram o segundo título mundial da história neste domingo, 19, quando superaram a Argentina, em Nova Jersey. Rodri é o capitão da Espanha e um dos pilares do time comandado por Luis de la Fuente. Para chegar ao Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá, o jogador enfrentou uma temporada conturbada, marcada por lesões e desconfianças. O espanhol, de 30 anos, foi eleito o melhor jogador do mundo em 2024, recebendo a Bola de Ouro. A premiação, em parceria da Uefa com a revista France Football, foi polêmica, já que muitos torcedores, sobretudo brasileiros, contestaram o resultado, pedindo que o troféu fosse dado para Vinícius Júnior. O atacante do Real Madrid ficou na segunda posição. Na ocasião, Rodri quebrou um jejum de 64 anos sem um espanhol ganhar a Bola de Ouro. Antes dele, tinham conquistado o prêmio apenas o argentino naturalizado espanhol Di Stéfano (1957 e 1959) e Luis Suárez (1960), em um período no qual somente europeus concorriam. Mas Rodri também teve muitos motivos para lamentar. Em setembro de 2024, o meio-campista sofreu uma grave lesão, com ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho direito. Foram longos meses de recuperação, sendo que o atleta voltou a atuar em maio de 2025. No resto do ano passado e ao longo de 2026, o jogador passou por momentos de instabilidade, não atingindo a melhor forma que o colocou no topo do mundo. Outras lesões atrapalharam suas atuações, inclusive um problema na virilha, pouco antes do início da Copa do Mundo.