[[legacy_image_227132]] Em jogo de baixo nível técnico e poucas emoções, a Croácia voltou a contar com o tempo extra e os pênaltis para avançar num mata-mata de Copa do Mundo, nesta segunda-feira. Os atuais vice-campeões mundiais empataram por 1 a 1 com o Japão no tempo normal, fizeram uma sonolenta prorrogação, sem gols, e precisaram definir nas penalidades a vaga nas quartas de final. Foi a "estreia" do tempo extra e dos pênaltis no Mundial do Catar. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Mesmo contando com jogadores como Modric e Perisic no seu elenco, a Croácia avançou graças ao brilho do goleiro Livakovic, então discreto na Copa, nas penalidades. Ele defendeu três das quatro cobranças japonesas e foi o herói croata no Al Janoub Stadium, em Al Wakrah. O time europeu agora aguarda a definição do seu adversário, que sairá do duelo entre Brasil e Coreia do Sul, ainda nesta segunda. Já o Japão, que foi melhor durante a maior parte do confronto, voltou a cair numa fase de oitavas de final. A equipe asiática, que nunca alcançou as quartas, já havia sido eliminada nesta fase em três edições do Mundial. Em 2002, caiu diante da Turquia O Paraguai foi o algoz em 2010 e, oito anos depois, os japoneses foram eliminados pela Bélgica. Com o sucesso nas penalidades contra o Japão, a Croácia repete o desempenho da Copa da Rússia, quando superou duas fases nas cobranças de pênaltis e uma na prorrogação, na semifinal. Croatas e japoneses fizeram um primeiro tempo sonolento, de muita lentidão, falta de criatividade e erros técnicos. Apesar do favoritismo e do status de atual vice-campeã mundial, a Croácia chegava pouco ao ataque, e não em razão da retranca japonesa. As dificuldades da equipe residiam em falhas constantes, até mesmo em passes curtos, e na falta de movimentação do seu setor ofensivo. O Japão, então, conseguia levar maior perigo de fato, geralmente em escapadas em velocidade pelas pontas. A defesa croata conseguiu neutralizar as investidas com certa tranquilidade em razão das falhas técnicas do time asiático. Diante do jogo truncado, as duas seleções apelavam para o batido "chuveirinho" na área. Eram dos cruzamentos que surgiram as poucas oportunidades de gol. Aos 7, a Croácia desperdiçou chance incrível de Kramaric na pequena área, após bate-rebate, em jogada digna de Série B do Campeonato Brasileiro. A partir dos 30, a equipe croata cansou de trocar passes no meio-campo e cedeu espaço ao Japão, que passou a levar mais perigo. Diante de seguidos erros, o time asiático abriu o placar em lance de bola parada. Aos 43, após cobrança de escanteio, em jogada ensaiada, Maeda mandou para as redes. O segundo tempo começou mais agitado. Preocupada, a Croácia partiu para o ataque e recorreu ao expediente mais usado por ambas as seleções na etapa inicial: o cruzamento. O zagueiro Lovren levantou na área e Perisic acertou bela cabeçada para empatar o confronto, aos 9. O empate manteve o duelo movimentado. Cada seleção teve chance de assumir a liderança do placar. Aos 12, Endo bateu de longe e exigiu bela defesa de Livakovic. Os croatas responderam com outra finalização de fora da área, de Modric. Gonda saltou para defender, cinco minutos depois. Mas os dois times voltaram a apresentar postura mais conservadora em campo, arriscando menos. Com o placar empatado, o duelo exigiu os 30 minutos da prorrogação, que seguiu na mesma toada. A vaga nas quartas de final precisou ser definida nas cobranças de pênaltis. O Japão, então, abusou dos erros nas penalidades. Minamino, Mitoma e Yoshida perderam suas cobranças, parando no goleiro Livakovic, enquanto Livaja carimbou a trave e foi o responsável pela única finalização desperdiçada pelos croatas. Vlasic, Brozovic e Pasalic garantiram a classificação dos europeus. Asano foi o único a balançar as redes pelo Japão.