[[legacy_image_224223]] A Fifa acatou o pedido das autoridades do Catar de vetar a venda bebida alcoólica nos estádios da Copa do Mundo e em seus arredores. A decisão já gerou um incômodo na Budweiser, famosa marca de cerveja e uma das patrocinadoras do Mundial, e pode causar um conflito judicial. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Seguindo as discussões entre o país-sede e a Fifa, a decisão tomada foi de manter a venda de bebidas alcoólicas apenas nos locais da Fifa Fan Festival, outros locais e pontos de venda, retirando a venda de cerveja dos perímetros e dos estádios da Copa do Mundo”, informou a Fifa. Nestes locais, será permitida somente a venda de cervejas sem álcool. A decisão, contudo, não impacta na comercialização da Bud Zero, que seguirá sendo comercializada nos estádios. Na mesma nota, a Fifa agradeceu a suposta compreensão da Budweiser, que foi pega de surpresa com a notícia. A marca chegou a fazer uma breve postagem nas redes sociais, com a mensagem: “Bem, isso é embaraçoso”. Logo em seguida apagou. “A organização do torneio agradece o entendimento da AB InBev’s e seu contínuo suporte em oferecer serviços durante a Copa do Mundo”, disse a Fifa, no fim da nota. A decisão de não vender bebida alcoólica nos estádios já vale a partir do jogo de abertura do Mundial, amanhã, entre Catar e o Equador, às 13 horas. No BrasilEm 2019, na Copa América no Brasil, São Paulo e Porto Alegre puderam apenas vender cerveja sem álcool nos estádios por conta da lei local. Rio de Janeiro, Salvador e Belo Horizonte tiveram liberdade para comercializar bebidas nos locais de jogo. A venda de bebidas alcoólicas nos estádios foi proibida em São Paulo há quase três décadas, pela Lei Estadual nº 9.470, de 1996, um ano depois da briga entre torcedores de Palmeiras e São Paulo, na decisão da Supercopa São Paulo de Juniores no Pacaembu. O episódio deixou um saldo de 102 feridos e um torcedor morto. Durante a Copa do Mundo de 2014, o impasse foi resolvido por meio da a criação da Lei Geral da Copa, que permitiu que bebidas com álcool fossem vendidas mesmo nas cidades em que a comercialização nas arenas era proibida.