[[legacy_image_224449]] Que a especialidade do brasileiro é o futebol todos sabem. Agora, imagina os torcedores mais fanáticos e sedentos por um título juntos. Esse é o espírito do Movimento Verde e Amarelo (MVA), a torcida organizada do Brasil na Copa do Mundo. E a cidade de Santos não ficou de fora dessa festa. (Veja vídeo mais abaixo) Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O funcionário público Rodrigo Mendes, de 31 anos, conheceu a torcida organizada em um podcast. Na Copa de 2018 na Rússia, ele chegou a curtir os hits como o “Único Penta é o Brasilzão”, mas não tinha noção do que era o MVA. [[legacy_image_224450]] Rodrigo conta que a torcida organizada fez diversos eventos pré-copa: lançamento das músicas novas, encontros nos jogos do feminino, tanto em Santos quanto em São Paulo, e reuniões mensais para acertar detalhes dos instrumentos e bandeiras. Além disso, a torcida também instruiu todos para a viagem. “Eles são muito receptivos, me ajudaram a escolher hospedagem, arrumar ingresso, avião” explica. 'Viciado em Copa’, o professor Manuel Sanchez Barreira, de 59 anos, está acostumado com a torcida do Brasil. Catar é a terceira edição do evento que ele curte com o filho. Na edição do Brasil ele esteve em cinco jogos, e na Rússia assistiu sete partidas. [[legacy_image_224451]] Os torcedores afirmam que a experiência é inesquecível e que a torcida brasileira é sempre recebida, com bastante carinho e bem vista pelos estrangeiros. “Existe a competitividade e a ‘resenha’. Mas imagina você entrar em um bar e sentar ao lado de um irlandês ou espanhol. Isso chama atenção”, conta o professor. “É algo muito diferente. Estamos acostumados com as dos times de futebol, que é algo violento, tem brigas. E a da seleção não é assim, é todo mundo do mesmo lado, festa o dia inteiro. Eu gosto demais”, diz Rodrigo, empolgado com a comemoração. Sobre a rivalidade com o País vizinho, a Argentina, o funcionário público diz que não há problemas e que o Brasil é bem visto. “Chega a espantar”, brinca. Segundo Manuel, estar com a torcida organizada na copa é especial, e esse ano por ser em um País pequeno é melhor ainda. “É a única festa que reúne todos os povos. E esse ano é muita cultura em um só lugar”, diz. Rodrigo relata que o Movimento se diferencia de qualquer outra torcida. “Passa muito gringo, eles tiram foto e mesmos eles não entendendo, eles tentam entrar na brincadeira. Nunca vi nenhuma parecida com a nossa”. O funcionário público sonha com o Brasil erguendo a taça e de volta ao topo do esporte. “Está na hora de mostrar quem é o País do futebol”, se emociona. Expectativa para o Brasil Os dois torcedores, além de serem santistas roxos, têm a mesma aposta para final: Brasil campeão em um jogo contra os franceses. “Não me lembro de uma seleção tão forte. Nosso elenco é o maior da Copa. Acho que vai ser França contra a gente” conta Rodrigo. [[legacy_youtube_7cyOnKwFJ3Y]] Movimento Verde e AmareloFundado em 2008, o Movimento Verde e Amarelo (MVA) é a primeira torcida organizada do Brasil. No Catar, a organização deve receber cerca de cinco mil torcedores de todos os estados do Brasil para acompanhar a seleção e torcer pelo hexa na Copa do Mundo. Além das Copas, o MVA já participou de edições da Copa América, Jogos Olímpicos, Copa das Confederações e outros eventos dos atletas e seleções do Brasil femininos e masculinos. A torcida ganhou visibilidade quando o vídeo dos torcedores cantando a música “Único penta é o Brasilzão” no Mundial da Rússia, em 2018, viralizou nas redes sociais. Conheça a música que está empurrando milhões de brasileiros na torcida pelo hexa da Copa do Mundo: [[legacy_youtube_s1G4G7pvN1I]]